Sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Será que também funciona em Paços de Ferreira? :-P

Ciclistas de São Francisco sugerem, via iPhone, rede de ciclovias
2009/11/20

A San Francisco Country Transportation Authority (SFCTA) está a lançar uma aplicação no iPhone, chamada CycleTracks, que permite aos seus utilizadores informar os responsáveis pelo departamento de transportes da cidade de quais as melhores rotas para andar de bicicleta. Esta informação, segundo o San Francisco Weekly Blog, será compilada e destina-se a ajudar a desenhar a nova rede de ciclovias da cidade californiana.

SFCTA CycleTracks para iPhonesEsta espécie de planeamento de ciclovias por crowdsourcing estará à disposição não apenas dos utilizadores de bicicletas, mas também calculará as melhores rotas para andar a pé – o que aumenta bastante a sua utilidade para os cidadãos de São Francisco.

A aplicação pretende também recolher dados objectivos sobre os melhores caminhos para ciclar em São Francisco – comparando “estórias” de utilizadores e residentes de zonas específicas da cidade.

Assim, o CycleTracks utiliza o GPS do iPhone para gravar as viagens de bicicleta (ou a pé), desenhar mapas da rota – e reenviar a informação aos planeadores de ciclovias da cidade.

Desta forma, espera a SFCTA, os serviços da cidade poderão compreender melhor as necessidades dos utilizadores de bicicletas. Ainda que, torna claro a SFTA, não existem certezas que os caminhos mais populares sejam tornados oficiais.

Pode fazer o download da aplicação, gratuitamente, aqui.

 



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Segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
A crise da energia verde

Consumo mundial de electricidade recua pela primeira vez desde 1945

O consumo mundial de electricidade vai recuar em 2009 pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, indica um estudo do observatório dos mercados da energia. 

O estudo cifra a queda da procura mundial de electricidade em 3,5 % em 2009 e a do gás em 3 %. 

"No primeiro semestre, o consumo de electricidade dos principais países europeus caiu 5 % e o consumo de gás 9 % face ao primeiro semestre de 2008", refere o relatório, imputando este recuo à crise económica e, mais particularmente, ao recuo da actividade industrial.

Esta baixa do consumo começa a fazer sofrer os grandes fornecedores europeus de energia. Os fornecedores de energia estão muito mais afectados pela crise económica do que se pensava há um ano: o consumo baixa, as tarifas baixam e fizeram aquisições dispendiosas que tiveram por efeito diminuir os respectivos tesouros de guerra", sublinha Colette Lewiner, responsável do estudo.

Os grandes grupos energéticos encontram-se entre uma dívida que aumentou e uma rentabilidade que se deteriorou. Para enfrentar este novo desafio financeiro, os grandes do sector "adiaram os investimentos nos meios de produção, o que não é uma boa notícia para a segurança do aprovisionamento", acrescenta.

Se ainda é cedo para constatar uma baixa generalizada do investimento, as energias renováveis são já afectadas. Os investimentos em energias renováveis recuaram 14 % na Europa no segundo semestre de 2008, em ruptura com uma taxa de crescimento anual média de 56 % nos últimos cinco anos.

A Agência Internacional da Energia (AIE) prevê uma baixa mundial dos investimentos na energia verde de 38 % em 2009.



publicado por p3es às 21:26
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Sábado, 14 de Novembro de 2009
Vamos melhorar as cidades?

 Porque é possível fezê-lo...:

(Atenção: podem usar as legendas em português)



publicado por p3es às 11:58
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Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009
Primeiro parque temático de energias renováveis do país

Primeiro parque temático de energias renováveis do país abre em Loures

08.10.2009, Lusa

Moinhos de vento, aerogeradores, painéis solares. Estes são apenas alguns dos equipamentos que podem ser encontrados, a partir de hoje, no primeiro parque temático do país vocacionado para as energias renováveis que abre em Loures.

O parque temático de energias renováveis de Loures situa-se no Parque Urbano de Santa Iria da Azóia, criado em 2000 num espaço que serviu de aterro à Valorsul entre os anos de 1988 e 1996, que viria a ser recuperado e reconvertido nos anos seguintes.

Neste espaço encontrava-se já, desde 2006, uma horta solar, um projecto impulsionado pelo Gabinete Técnico Florestal da Câmara de Loures que em Junho do ano passado recebeu uma menção honrosa da Direcção-Geral das Autarquias Locais pelas boas práticas na área do ambiente, tendo-lhe sido atribuído o terceiro lugar do concurso de projectos inovadores na área da Sustentabilidade Local.

“Sempre foi nossa intenção depois deste projecto da horta solar alargar a área de sensibilização ambiental, essencialmente direccionado para as crianças que têm oportunidade de contactar com as diferentes formas de utilização das energias renováveis”, explicou à Lusa o vereador do Ambiente, João Galhardas.

O parque temático é constituído por um pólo de demonstração de equipamentos, espalhados por 24 hectares, como moinhos de vento, aerogeradores e painéis solares, que se encontram em funcionamento e mostram aos visitantes todo o processo de recolha e transmissão de energia.

“Um dos exemplos do aproveitamento energético que se faz é a da água quente das casas de banho que é aquecida pela energia transmitida por um painel solar”, exemplificou.

O parque temático de energias renováveis de Loures resulta de um investimento de cerca de 1,5 milhão de euros, repartidos entre a autarquia e várias empresas que patrocinaram a sua construção.

 



publicado por p3es às 11:26
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Terça-feira, 6 de Outubro de 2009
O P3E's vai continuar!

O Projecto 3E's vai continuar no presente ano lectivo!

As acções já estão delineadas. Continuaremos a dar conta delas - e de toda a informação que julgarmos pertinente - neste nosso blogue.


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Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009
Universidade de Aveiro quer caloiros a usar a bicicleta

Universidade de Aveiro quer caloiros a usar a bicicleta


Por Maria José Santana, http://jornal.publico.clix.pt/noticia/15-09-2009/universidade-de-aveiro-quer-caloiros-a-usar-a-bicicleta-17804357.htm

 

 

A Universidade de Aveiro lança campanha para convencer os novos alunos a pedalarem nas suas deslocações para a instituição de ensino.

 

Projecto LifeCycle da C. M. de AveiroAlém das habituais boas-vindas e iniciativas de recepção ao caloiro, os estudantes que chegam este ano pela primeira vez à Universidade de Aveiro (UA) têm à sua espera uma campanha especial: irão ser desafiados a usar a bicicleta nas suas deslocações regulares para a instituição de ensino. A proposta surge no âmbito da adesão de Aveiro ao projecto europeu Life Cycle, que já colocou mais de 60 trabalhadores da autarquia a pedalar nas suas deslocações para o trabalho. A iniciativa, que no início de 2010 irá ser também alargada a algumas empresas do concelho, pretende contribuir para a promoção de estilos de vida e mobilidade saudáveis. 
O apelo à participação dos novos alunos da UA será lançado, com especial incidência, no início desta semana, aproveitando o período das matrículas. A campanha de sensibilização irá culminar, no dia 21, com a realização de uma "festa da bicicleta", que compreenderá, entre outras acções, um ciclo-passeio pela cidade. 
"A ideia é termos o maior número de estudantes a aderir", perspectivou Miguel Araújo, técnico da Câmara de Aveiro, sem especificar um número em concreto. A adesão registada na experiência-piloto desenvolvida no primeiro semestre do ano foi "bastante satisfatória", quer junto da população escolar, quer no seio dos trabalhadores da autarquia. "Na câmara municipal, aderiram 66 trabalhadores. Nas escolas, tivemos mais de 100 alunos e professores a participar", avançou Miguel Araújo. 
Nesta nova vertente do Life Cycle, que recebe a designação de Um curso com pedalada, é assumido que o alvo principal são mesmo os estudantes que estão a chegar pela primeira vez, ainda que os restantes não sejam deixados de fora. "Segundo os estudos, quando as pessoas iniciam uma nova etapa estão mais susceptíveis a criar novos hábitos", revelou o técnico da autarquia. 
Ao contrário do que aconteceu nas experiências-piloto realizadas junto da população escolar e trabalhadores da autarquia, nesta nova vertente do projecto não será implementado um sistema de concurso, com atribuição de prémios aos ciclistas mais assíduos. 
Mas existirão prémios de mérito, no valor de 1000 euros, para os alunos que apresentarem as melhores propostas para a dinamização da iniciativa junto da comunidade da UA. "Serão seleccionados três alunos, consoante a qualidade das propostas que apresentem, e estes ficarão responsáveis pela promoção de acções junto dos alunos e professores da universidade", desvendou Miguel Araújo. 
Além desta nova aposta junto dos alunos da UA, a dinamização do projecto Life Cycle em Aveiro prosseguirá com as campanhas junto das escolas dos 2.º e 3.º ciclos e secundárias do concelho e, no primeiro trimestre de 2010, irá estender-se às empresas que aceitem promover o uso da bicicleta junto dos seus trabalhadores. 
 



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Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009
O princípo do fim...

 ... da lâmpada de incandescência, altamente ineficiente:

 

Lâmpada: este invento tem 130 anos e vai desaparecer
14.09.2009 - Ricardo Garcia, in http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1400572&idCanal=2101

Thomas Alva Edison ea sua lâmpada

O invento de Thomas Edison durou 130 anos, com algumas modificações. Mas vai agora ser retirado do mercado, para salvar o planeta do aquecimento global. É a despedida de uma tecnologia de sucesso.

Trocar uma lâmpada é como piscar um olho. Nem se dá pelo gesto, de tão banal que se tornou. Agarra-se no bolbo, desenrosca-se a base e já está. Há mais de um século que se faz assim, desde que Thomas Edison popularizou a lâmpada eléctrica, no final do século XIX.
O invento de Edison, no entanto, tem os dias contados. Resistiu ao tempo, mas agora, com o mundo desesperado à procura de soluções para poupar energia, já não serve. Desde o princípio deste mês, os fabricantes já não podem pôr à venda na União Europeia as lâmpadas incandescentes mais potentes, de 100 W, segundo um regulamento comunitário aprovado no ano passado. Em 2011, desaparecem das prateleiras as de 60 W e no ano seguinte as de 40 W e 25 W.
No seu lugar, entram definitivamente as lâmpadas de baixo consumo, fluorescentes, que se enroscam e desenroscam à mesma, mas que funcionam com um princípio diferente do que o que vigorou por mais de um século. É a despedida de uma tecnologia de sucesso.

Arco voltaico
Thomas Edison ficou com a fama, mas não foi este criativo e empreendedor norte-americano, nascido em 1847, quem inventou a lâmpada eléctrica. O inglês Humphry Davy é o autor das experiências pioneiras, na primeira década de 1800, conseguindo produzir um arco luminoso entre duas hastes de carbono ligadas a baterias eléctricas.
Meio século depois, o princípio do arco voltaico foi a base da corrida à invenção de uma lâmpada que pudesse ser utilizada correntemente. O resultado mais bem sucedido foi a "vela eléctrica" de Jablochkoff, criada em 1875 e desde logo adoptada na iluminação pública. Em Portugal, seis delas abrilhantaram a celebração do aniversário de 15 anos do príncipe D. Carlos, na Cidadela de Cascais, em 28 de Setembro de 1878.
A luz eléctrica era algo completamente diferente do que antes havia - a iluminação pública a gás, ténue, poluente e perigosa. Agora, ao invés da combustão, eram outros os princípios que a produziam. "Passou-se da química para a física", afirma o professor Carlos Fiolhais, da Universidade de Coimbra.
Mas a lâmpada de arco voltaico era complexa e exigia potentes baterias para se manter acesa. Não se adequava à iluminação de pequenos espaços. Mais promissora era a lâmpada incandescente, na qual a luz emana de um filamento aquecido pela passagem da corrente eléctrica.
Muitos cientistas e inventores fizeram experiências com a lâmpada incandescente. Mas foram Thomas Edison e o físico-químico inglês Joseph Swan que chegaram, separadamente, a um modelo prático, em 1879. O principal problema era encontrar um filamento que aguentasse elevadas temperaturas por muitas horas, antes de se romper. 
Edison e Swan basearam-se primeiro em fibras de carvão obtidas a partir de algodão. Funcionou, mas não era suficiente. Incansável, Edison experimentou de tudo, até fios de barba dos seus colaboradores. Encontrou por fim uma fibra de bambu com a qual criou um filamento de carbono que se aguentava por centenas de horas.
Produzir um dispositivo eficaz foi uma das razões que fizeram o nome de Edison vingar sobre os demais. Mas havia outro, quiçá mais importante. "Edison compreendeu que precisava de ter uma sistema eléctrico", diz a investigadora Maria Paula Diogo, da Universidade Nova de Lisboa e do Centro Interuniversitário da História das Ciências e da Tecnologia, ou seja, não bastava a lâmpada, era preciso também uma fonte de electricidade e uma rede de cabos para transportá-la.
Com o dinheiro da alta finança norte-americana, o inventor pôs logo em prática a sua ideia. Construiu em Nova Iorque a primeira central eléctrica dos Estados Unidos e, a partir de 4 de Setembro de 1882, passou a levar luz a um quarteirão do centro financeiro de Manhattan. No final do ano seguinte, o sistema já tinha 508 clientes e alimentava cerca de 13 mil lâmpadas. Era o início do sucesso ascendente de uma empresa de electricidade entretanto criada por Thomas Edison e que acabaria por se transformar na gigantescca General Electric.

Tecnólogo, não cientista
A inventividade e o espírito empresarial de Thomas Edison foram determinantes para o seu sucesso. Edison nem tinha formação científica. "Era um tecnólogo, não um cientista", afirma o físico Carlos Fiolhais. Chegava aos seus inventos por "engenhoquices", através do método de tentativa e erro. "Hoje isso é quase impossível", diz Fiolhais.
Mas conseguia. Registou mais de mil patentes, de inventos criados por si e pela equipa do seu laboratório ou aperfeiçoados a partir de patentes que comprava a outros inventores.
Foi rápida a aceitação da lâmpada incandescente. Em Lisboa, as lojas da Baixa já tinham luz eléctrica em 1880 - com lâmpadas incandescentes e de arco voltaico. No Teatro S. Carlos, a iluminação a gás deu lugar às novas lâmpadas em 1886.
Mais do que um luxo, a luz eléctrica mexeu com a vida quotidiana. "Passámos a ter um tempo extra", diz Maria Paula Diogo. A noite escura e perigosa deu lugar ao que ficou conhecido como a "noite técnica".
Ao longo de 130 anos, a lâmpada em si não mudou muito, salvo alguns aperfeiçoamentos tecnológicos. O filamento de carbono foi substituído por um de tungsténio, que resiste muito mais ao calor. E, ao invés do vácuo, o interior do bolbo passou a ser preenchido com gases inertes.
Mas no formato, na essência e no princípio de funcionamento, a lâmpada que agora começa a despedir-se do mercado é a mesma que Edison trouxe à luz há mais de um século. E se surgiu para suprir a necessidade de iluminar a noite, o que está a destroná-la é um motivo de ordem completamente diferente.
A lâmpada de Edison tornou-se persona non grata por causa das alterações climáticas. A União Europeia quer reduzir em 20 por cento, até 2020, as suas emissões de gases que aquecem o planeta. Para isto, quer conter em também 20 % o aumento do consumo eléctrico.
Este novo dado derrotou a lâmpada tradicional, um dispositivo de baixíssima eficiência. De toda a energia que consome, só cinco por cento é que se transformam em luz. O resto perde-se sobretudo em calor.

Mercado ascendente
A melhor alternativa, no momento, é a lâmpada fluorescente compacta, uma invenção também antiga, mas aperfeiçoada recentemente numa versão compacta. O seu rendimento é de 25 % - cinco vezes mais do que o de uma lâmpada tradicional.
Há outras soluções, como a lâmpada de hidrogénio - que não é tão económica - ou as lâmpadas de LED, que aguardam versões comerciais acessíveis. Mas, por ora, é a compacta fluorescente - as chamadas "lâmpadas económicas" ou "de baixo consumo" - que estão a conquistar o mercado.
E rapidamente. No ano passado, venderam-se 10,7 milhões de unidades em Portugal, mais 3,1 milhões do que em 2007, segundo dados da Associação Nacional para o Registo de Equipamentos Eléctricos e Electrónicos.
As incandescentes estão a seguir no sentido contrário. Desceram brutalmente desde 2007, quando as vendas atingiam 26,6 milhões de unidades. Para o ano passado, a Direcção-Geral de Energia e Geologia só possui dados para os dez meses entre Março a Dezembro, que no entanto indicam uma queda vertiginosa: 9,6 milhões de unidades. 
A explicação para uma disparidade tão grande pode estar no facto de uma lâmpada fluorescente durar até 15 vezes mais do que uma incandescente. A cada substituição, são várias lâmpadas tradicionais que se deixam de comprar ao longo do ano.

Novos problemas
A lâmpada económica pode vir a ajudar a poupar energia, mas criou um problema que não existia no invento de Edison. No seu interior, existe uma pequena quantidade de mercúrio e as paredes internas dos seus tubos de vidro estão cobertas com pó de fósforo. Quando já não funcionam, não devem ser deitadas no lixo normal. Têm, antes, de ser recicladas, através de um processo complexo e caro.
As duas empresas que gerem a reciclagem de resíduos eléctricos e electrónicos em Portugal - a Amb3E e a ERP-Portugal - estão em campo e já recolhem cerca de 20 por cento das lâmpadas fluorescentes colocadas no mercado. A maior parte são as tubulares, que já há muito se utilizam em grandes espaços e nas cozinhas.
Têm surgido também preocupações sobre os efeitos das novas lâmpadas de baixo consumo sobre pessoas sensíveis a determinados tipos de luz. Duas grandes associações europeias de defesa do consumidor - a BEUC e a ANEC - querem que a Comissão Europeia "assegure que pessoas que necessitam de luz incandescente tenham a possibilidade de as comprar, até que haja alternativas adequadas no mercado", segundo um comunicado divulgado no final de Agosto.
Mas os benefícios da medida de Bruxelas estão-se a sobrepor aos seus potenciais problemas. Cerca de 85 % das lâmpadas instaladas nas residências europeias são ineficientes, segundo cálculos da Federação Europeia dos Produtores de Lâmpadas. Bani-las do mercado vai reduzir em 30 por cento a energia gasta na iluminação doméstica, evitando o lançamento de 23 milhões toneladas de dióxido de carbono para a atmosfera por ano - pouco mais de um quarto das emissões anuais de CO2 de Portugal inteiro.
Não há escapatória para a lâmpada de Thomas Edison. Em outros países, como o Canadá e a Austrália, ela também será retirada do mercado nos próximos anos. É o cerco fatal a um invento centenário que fez da noite o dia em cada casa, mudando para sempre a vida da sociedade. Obrigado, Edison.

 



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Sexta-feira, 11 de Setembro de 2009
Luz.On

Primeira central solar gigante para exportar electricidade nasce em Portugal

Por Lurdes Ferreira

Luz.On estuda uma central que terá 45 vezes a potência instalada em Moura. A nova directiva europeia das renováveis e os objectivos europeus para 2020 incentivam estas iniciativas.

Um grupo de empresários portugueses está a estudar a construção de uma central solar gigante no Alentejo, de dois mil megawatts, destinada à exportação de electricidade verde para a Europa do Norte, e a criação de um novo cluster industrial no país, um investimento que poderá rondar os seis mil milhões de euros, apurou o PÚBLICO.

Do núcleo promotor do projecto, designado Luz.On, fazem parte Mário Baptista Coelho, o homem que ergueu a central de Moura, a Fundação Calouste Gulbenkian, a Efacec e a EIP-Electricidade Industrial Portuguesa, estas últimas duas entidades como parceiras tecnológicas. 

A megacentral fotovoltaica de elevada concentração, de tecnologia norte-americana e alemã, é um dossier que está há vários meses em preparação. A sua instalação deverá ocupar cerca de cinco mil hectares numa zona não especificada no Alentejo, e é do conhecimento do Governo e da Comissão Europeia, que já deu o seu apoio, por a considerar de interesse europeu.

 

Com arranque estimado para a megacentral em 2011 e sete anos faseados de execução, a Luz.On quer seguir a estratégia que impulsionou a energia eólica no país, através da criação de uma fileira industrial, juntando parte das empresas situadas neste sector, parte da capacidade hoje virada para o sector automóvel, nomeadamente a metalomecânica e os moldes, e a instalação industrial dos fabricantes das células solares, propriamente ditos. 

 

A proximidade geográfica dos fornecedores em relação à central é considerada preferencial, nomeadamente para a produção das células fotovoltaicas. As centrais solares deste tipo em funcionamento até agora foram construídas com painéis importados da China e um dos projectos da Qimonda Solar, entretanto falida, era trazer para Portugal o fabrico do componente de maior intensidade tecnológica para o país, ou seja, de maior valia. A Efacec, por seu lado, já está ligada a este projecto, bem como a EIP, especializada na instalação de subestações e redes de alta tensão.

O projecto, virado para a era que se avizinha e que os especialistas designam como a das 'auto-estradas da energia', apresenta vários pontos inovadores em relação ao passado. É o primeiro pensado para a exportação de energia verde, visando países que precisam de acelerar a redução das suas metas de emissões de dióxido de carbono para cumprirem as metas europeias para 2020. Não está, por isso, candidato a tarifas subsidiadas no mercado nacional, nem depende do consumo do mercado português. 

É um dos primeiros projectos a enquadrar-se na nova directiva europeia das renováveis, que abre a porta a um novo modelo de transacções de créditos de emissões de CO2 entre os estados-membros, através dos certificados verdes e das garantias de origem. As novas regras permitem que os países desenvolvam projectos e negoceiem electricidade, sem estarem sempre obrigados a uma transferência física bilateral, mas ao cumprimento de valores globais para o espaço europeu.

 

Portugal - Espanha - França

Ponto inovador, mas também crítico para o sucesso desta iniciativa, é o facto de esta implicar, ainda assim, uma capacidade de interligação entre Portugal e Espanha e entre esta e França que não é integralmente garantida por parte destes últimos dois países.  O lançamento deste projecto vai assentar num entendimento entre França e Espanha, que tarda há mais de duas décadas, quanto à passagem de uma interconexão eléctrica pelos Pirenéus e que tem sido um dos 'buracos negros' na construção de uma rede eléctrica verdadeiramente europeia.
O reforço das interligações eléctricas entre Portugal e Espanha e entre os dois países ibéricos e França é uma das medidas que se reivindicam historicamente como das mais importantes para o desenvolvimento do próprio mercado ibérico de electricidade (Mibel) e que não tem sido fácil. Os mapas de aumento da capacidade de interligação indicam que da parte portuguesa não haverá constrangimentos à passagem dos dois mil megawatts de energia eléctrica.
Com a perspectiva de o preço da energia fotovoltaica tender a descer com projectos de grande escala, é considerado aceitável que chegue aos três euros por watt (actualmente está em cinco euros), o que totalizará cerca de seis mil milhões de euros, segundo cálculos do PÚBLICO. O consórcio escusa-se a comentar este número.
A central de Moura ainda hoje é a terceira maior do mundo, mas a unidade que o grupo ora projecta terá uma dimensão 45 vezes superior em termos de potência instalada. Há dois dias, a China firmou com os norte-americanos da Intersolar um memorando de entendimento para a construção de uma central com a mesma potência de dois mil megawatts.
A vaga de projectos para megacentrais, a uma escala desconhecida para os padrões de hoje, está a agitar europeus, americanos e chineses e promete mexer com o mercado das tecnologias de energia nos próximos anos, sobretudo por causa dos compromissos internacionais em termos de emissões de gases com efeito de estufa e da pressão de um novo quadro regulatório que sucederá ao Protocolo de Quioto. 
Há cerca de três meses, foi lançado o Desertec, por um consórcio dominado pela indústria alemã, e que aposta dentro de 30 anos na importação de energia do deserto do Sara para a Europa, e assim satisfazer 15 por cento do consumo europeu. É de longe o mais mega dos projectos e prevê-se que o será durante muitos anos.

(In http://jornal.publico.clix.pt/noticia/11-09-2009/primeira-central-solar-gigante-para-exportar-electricidade-nasce-em-portugal-17777879.htm)



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Viva o automóvel...

Comerciantes conseguem mudar ciclovia da Pasteleira e ganhar lugares de estacionamento

Por Marta Maia

Novo projecto prevê a redução do separador central da Rua de João de Barros e a legalização do estacionamento nas zonas onde era proibido.

A nova e atribulada ciclovia da Rua João de Barros

A Câmara do Porto cedeu às exigências dos comerciantes da Foz e alterou o traçado da ciclovia da Pasteleira. A obra, que já tinha sido iniciada e ontem chegava a meio da Rua de João de Barros, foi parada por ordem da autarquia, que aceitou reunir-se ontem mesmo com os representantes de um movimento de lojistas que pedia a alteração do projecto. Segundo os comerciantes, na reunião, na qual estiveram presentes dois representantes dos lojistas da Rua de João de Barros e dois representantes da Câmara do Porto, ficou decidido que o estacionamento deverá passar a ser permitido nos dois lados da via mais próxima das galerias comerciais, desde o início desta artéria até ao cruzamento com a Rua de João Rodrigues Cabrilho. Na outra faixa, além de manter o parqueamento já existente, a autarquia vai reduzir o tamanho do separador central, de modo a conseguir espaço para a ciclovia. Desta forma, a Rua de João de Barros vai ganhar os lugares de estacionamento há muito reivindicados pelos comerciantes sem ter de abdicar da ciclovia em construção.
A solução, proposta pela própria autarquia, surgiu depois de os comerciantes da João de Barros terem enviado uma carta ao município, pedindo a anulação da ciclovia que viria a eliminar um espaço onde o estacionamento, apesar de proibido, se faz. A autarquia justifica a proposta dizendo que "há uma vontade forte para a legalização do estacionamento no espaço onde hoje é proibido", admitindo assim que a intervenção a fazer na rua agrada a todos.


Prazos mantêm-se
"A solução foi proposta pela própria câmara, nós até tínhamos pensado em pedir para mudarem a ciclovia para outra rua", conta Sérgio Azevedo, um dos representantes do movimento de lojistas, que não poupa elogios ao "atendimento rápido e pronto" que receberam da autarquia. "Ficámos a ganhar. Não só não vão reduzir a rua como ainda vão legalizar o estacionamento que até aqui era proibido", explica, acrescentando que "em apenas dois dias ficou tudo resolvido". 
Na mesma reunião ficou combinado ainda que o prazo das obras vai manter-se, mesmo com todas as alterações previstas no projecto. "Disseram-nos que as datas se vão manter", assegura Sérgio Azevedo, reconhecendo no entanto que, "para cortarem o separador, fazerem a nova ciclovia e tirarem a que já fizeram entretanto vão ter de acelerar os trabalhos para compensar".

 

(In http://jornal.publico.clix.pt/noticia/11-09-2009/comerciantes-conseguem-mudar-ciclovia-da-pasteleira-e-ganhar-lugares-de-estacionamento-17775280.htm)



publicado por p3es às 22:58
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Quarta-feira, 9 de Setembro de 2009
A mentalidade cristalizada - ou - para trás é que é o caminho (2)

Comerciantes contestam ciclovia da Pasteleira por temerem perda de clientes

Por Marta Maia e Patrícia Carvalho

A nova e contestada ciclovia entre parques no Porto

O executivo da Câmara do Porto aprovou, ontem, com a abstenção da oposição, a construção de uma ciclovia entre o Parque da Pasteleira e o Parque da Cidade. Apesar de só ontem ter sido aprovada, a obra está a decorrer e já é alvo de contestação.

Na Rua de João de Barros, perto do Parque da Pasteleira, os comerciantes já estão a preparar uma carta, "para enviar à câmara dentro de dois dias", na qual pedem "atenção para o comércio tradicional". Sérgio Azevedo, membro e porta-voz do grupo, acredita que o apelo vai ser ouvido porque "o presidente da câmara tem mostrado que gosta do comércio tradicional". "O presidente não deve ter noção do comércio que está aqui, senão nem fazia isto assim", perspectiva Sérgio Azevedo, acrescentando que quando a intervenção começou "ninguém sabia de nada".

A principal queixa dos lojistas é a perda do estacionamento, que, apesar de proibido, se faz junto ao separador central da via. "Mesmo sendo proibido, as pessoas estacionam aqui, mas uma ciclovia intimida mais e as pessoas vão deixar de parar ali o carro", argumenta Sérgio Azevedo, que já prevê a perda de clientes. "Isto vai tornar-se um deserto", lamenta. "Vai passar aqui uma bicicleta a cada cinco dias", atira Sérgio Azevedo, argumentando que "o culto da bicicleta nem existe e a ciclovia não faz sentido".

Apesar de concordar com a construção da ciclovia, o PS absteve-se na votação de ontem na câmara, por discordar do facto de a obra estar a ser feita pela empresa Águas do Porto. O mesmo motivo levou ainda à abstenção da CDU. A justificação do vereador do Ambiente, Álvaro Castello-Branco, de que os trabalhos foram entregues à Águas do Porto por, em alguns troços, envolver a ribeira da Granja, não convence a oposição. "Na Alameda do Fluvial a ribeira está a muitos metros de profundidade", diz Rui Sá.

O vereador criticou ainda o modelo utilizado para a construção da ciclovia, enquanto Palmira Macedo, do PS, não deixou passar em branco o timing utilizado pela câmara para construir esta ligação. "Nós não teríamos deixado a construção da ciclovia para os últimos dias do mandato", ironizou. 

 

(Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/09-09-2009/comerciantes-contestam-ciclovia-da-pasteleira-por-temerem-perda-de-clientes-17755882.htm)



publicado por p3es às 23:29
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