Pressupostos. 1|um

A nossa Escola, como aliás a maioria das Escolas Básicas do país, foi construída com uma tipologia-padrão, mais de acordo com a época da sua criação do que com a sua localização geográfica. Assim, por exemplo, é do conhecimento geral de toda a sua comunidade educativa que:

  • as salas são bastante frias no Inverno, o que levou à instalação, posterior à construção da Escola, de um sistema de aquecimento a mazoote. Embora esse sistema permita um razoável conforto no interior das salas, estas não estão convenientemente isoladas o que cria situações de desperdício de energia térmica, com o concomitante desperdício de dinheiro;
  • a disposição das salas, a sua orientação geográfica, e mesmo a sua localização no espaço da Escola, criam situações em que os docentes, para poderem leccionar, são amiúde obrigados a fechar as janelas e a baixar os estores. Ora, embora a iluminação das salas seja feita com lâmpadas fluorescentes – com elevada eficiência energética – o facto de haver necessidade de as acender, e manter acesas durante todo o dia, significa um desperdício de energia eléctrica, com o concomitante desperdício de dinheiro.

Há, pois, diversos nichos de desperdício energético – e de dinheiro – que poderiam ser, se não evitados na íntegra, pelo menos fortemente reduzidos com uma correcta adequação de procedimentos e/ou pequenas alterações estruturais que iriam significar na prática, além de uma evidente melhoria quer no conforto quer nas condições de trabalho da comunidade educativa quer, sobretudo, numa óbvia e significativa redução de custos no orçamento da Escola.

Por outro lado, sendo a Escola um organismo vivo, necessita de estar sempre não só atenta à evolução do mundo que a rodeia, como também preparar os seus alunos para esse mesmo mundo, bem assim como promover-lhes a aquisição de hábitos de cidadania conducentes a um uso mais racional dos recursos energéticos do planeta.

Nesta vertente, se por um lado se assiste ao contínuo e inexorável aumento do custo das matérias-primas tradicionais, por outro as tecnologias para produção de energia de formas alternativas está cada vez mais acessível, quer conceptual, quer economicamente. Assim sendo, há uma outra faceta que poderia/deveria ser explorada na Escola: a utilização de fontes alternativas de produção energética, as quais poderão significar uma fonte extra de rendimento para o erário escolar.

publicado por p3es às 14:23 link do post | comentar | favorito