Quarta-feira, 17.12.08

O Minúsculo

O jornal da escola, O Minúsculo, publicado no final de cada período lectivo, traz neste último número, acabado de sair, um texto relativo ao P3E's:

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Sábado, 06.12.08

Micro-geração por painéis solares em Escolas Públicas do 1.º CEB

Pelo interesse da notícia, tendo em conta a semelhança da actuação por parte da Câmara Municipal de Lisboa, no que a esse assunto diz respeito, com um dos objectivos do P3E's, transcrevem-se as notícias publicadas ontem no Jornal de Notícias on-line (aqui e aqui):

 

Lisboa: Venda de electricidade pode render 160 mil euros à câmara

Lisboa, 05 Dez, 12h56m, (Lusa) - A câmara de Lisboa pode vir a ganhar 160 mil euros por ano com a venda à EDP de electricidade obtida a partir de painéis solares instalados em escolas primária e edifícios localizados em bairros municipais.

O projecto de microgeração do município (produção de energia por particulares), hoje apresentado, está a dar os primeiros passos, mas as expectativas são optimistas: "O retorno do investimento está assegurado e dentro de oito ou nove anos, a câmara vai ganhar dinheiro", garantiu o presidente da autarquia, António Costa. O autarca sublinhou ainda a importância das "questões energéticas" para o futuro das cidades e adiantou que a instalação destes painéis vai contribuir também para reduzir as emissões de gases com efeitos de estufa, já que recorrem a energias renováveis. Estima-se que cada instalação produza 5110 quilowatts/anos de electricidade, representando uma poupança de duas toneladas de dióxido de carbono por sistema.

Segundo o presidente da Gebalis, a empresa municipal que gere bairros camarários, os sistemas já instalados na cobertura de 23 edifícios (22 de habitação e um de serviços, a sede da Gebalis) vão render ao município 80 mil euros por ano. Uma contribuição importante para minorar os prejuízos da empresa municipal que gastou, de acordo com Luís Natal Marques, um milhão e 26 mil euros com as facturas da electricidade dos bairros que tutela, só no ano passado. No entanto, falta ainda amortizar o investimento de cerca de 500 mil euros feito nos sistemas, que ainda não estão a produzir electricidade.

Para já, a microgeração só é uma realidade na escola 117, quer serviu de projecto-piloto e vende energia à rede desde o dia 29 de Outubro. Vão seguir-se outras sete escolas primárias e jardins-de-infância, cujos sistemas estão já instalados e aprovados, prevendo-se que com a microgeração a funcionar nos oito estabelecimentos de ensino, a câmara lucre 26 mil euros por ano com a venda de energia. Se tudo correr bem, outras 23 escolas vão aderir ao projecto. Nessa altura, o ganho deverá atingir 75 mil euros. A autarquia gastou 25 mil euros por escola (200 mil no total) na instalação e certificação dos painéis solares.

RCR. Lusa/fim

 

Câmara investe em painéis solares e já vende energia

Município tem 31 pontos de microgeraçãoem prédios de habitação social, creches e escolas

 

TELMA ROQUE

A Câmara de Lisboa já investiu 700 mil euros na criação de sistemas de microgeração em 23 edifícios e em oito estabelecimentos de ensino. Em poucos anos, a venda de energia pode render ao município 155 mil euros por ano.

Apenas uma das oito escolas, a nº 117, no Bairro da Flamenga, já vende energia desde o final do mês de Outubro, mas a ideia é certificar os painéis que existem e ligá-los à rede, para que possam também render dinheiro. Isto no imediato, uma vez que o objectivo é alargar o projecto.

A microgeração em Lisboa é a resposta ao incentivo criado pelo Governo à microprodução de energia por particulares. A autarquia escolheu oito escolas, abrangendo 2904 pessoas (entre alunos, professores e auxiliares), 22 edifícios habitacionais (que totalizam 494 fracções e 1729 moradores) e o edifício-sede da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais e que tem também instalado um equipamento solar-térmico que alimenta todas as seis casas-de-banho do edifício.

António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, espera ter o retorno do investimento feito até agora (500 mil euros nos edifícios e 200 mil nas escolas) dentro de oito a dez anos. E pretende, nos próximos dois anos, estender o projecto a mais 23 escolas da cidade. "É um contributo muito importante para uma maior eficiência energética", frisou ontem o autarca, durante a apresentação dos projectos em curso na área da microgeração de energia eléctrica e de aproveitamento das energias renováveis na cidade de Lisboa. "As energias renováveis serão as questões centrais deste século", acrescentou. Na sua óptica, a redução das emissões poluentes passa por um grande investimento em eficiência energética, redução do tráfego automóvel, uso do transporte público, além do investimento em microgeração. "A Câmara e as empresas têm que estar na primeira linha a dar o exemplo", defendeu.

De acordo com Luís Natal Marques, presidente da Gebalis, a empresa municipal gastou, em 2007, mais de um milhão de euros em electricidade, gasto que se prendeu apenas com os espaços comuns dos bairros municipais. Por isso, sublinhou que a instalação dos painéis solares será fundamental para reduzir a factura com a EDP, vendendo energia e fazendo um encontro de contas. Se as condições climatéricas ajudarem, a microgeração nos edifícios poderá render, por ano, cerca de 80 mil euros. As oito escolas, poderão render, por sua vez, 26 mil euros, assegurou o responsável da Gebalis. Quando o projecto se estender a mais 23 escolas, os ganhos anuais poderão subir até aos 75 mil euros.

Segundo Luís Natal Marques, o projecto de microgeração em curso tem benefícios sociais, económicos e ambientais. Explicou que a produção média estimada de energia por ano, por instalação, é de 5110 kwh/ano, acrescentando que evita a emissão anual de cerca de duas toneladas de CO2 por ano, por sistema instalado. Para as escolas, foram tidos como critérios de escolha as características adequadas de construção e arquitectura, avaliação de possibilidades de correcta orientação solar e as condições de segurança. Critérios idênticos foram utilizados para a selecção dos edifícios, a que se juntou ainda um outro requisito: não ter registo de actos de vandalismo. 

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