Quinta-feira, 13.08.09

Para trás é que é o caminho...

Um professor foi multado por andar de bicicleta num passeio do Porto. José Maria Sá está incrédulo. Diz que só tinha preocupações ambientais. Mas com isto desiste. Vai voltar a andar de carro e talvez comprar uma "Vespa".

 

O caso deu-se no passado dia 17 de Julho, pelas 18.20 horas, mas José Maria apenas recebeu a multa no passado dia 4. O professor de Geografia da Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, regressava a casa de um passeio de bicicleta. No Largo de Campo Lindo subiu ao passeio, para evitar circular em sentido contrário na Rua Costa e Almeida, a dois minutos da sua residência. Andou poucos segundos na bicicleta até ser confrontado por um agente, que saía de uma viatura, estacionada entre a Casa da Cultura da Junta de Freguesia de Paranhos e a Esquadra da PSP.

 

"Parei para o agente passar. Reconheço que devia ter ignorado o comentário dele de que o passeio era para os peões. Mas fiquei incrédulo e disse-lhe isso mesmo. Ele insistiu e disse que podia ser multado", relata, ao JN, garantindo: "Tenho sempre o máximo de cautela com os peões.

 

O professor argumentou que em vários países europeus fomenta-se o uso de bicicleta, por questões ambientais, e lamentou o facto de no Porto existirem poucas condições para o uso daquele veículo. "Problema seu", terá respondido o agente, acrescentando: "Isso é lá fora. Aqui é Portugal". José Maria acabou multado em 60 euros, segundo o nº 1 do artº 17º do Código da Estrada (ver caixa).

 

Foi em Novembro que o professor trocou o automóvel pela bicicleta, inspirado nas realidades que presenciou em vários países europeus e pelo filme de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente". "Comprei uma bicicleta de passeio, holandesa, com todas as condições, porque tem custos zero para o ambiente", sublinha.

 

Mas agora está farto. São diários os casos de mau civismo. E já foi atropelado por um automóvel na Rua da Constituição. A multa foi a gota de água. "Estou cansado e a pensar desistir", diz. José Maria tenciona voltar a usar, assim, o automóvel e talvez comprar uma vespa. "Sei que também é poluente. Mas eu tentei", lamenta.

 

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?distrito=porto&concelho=porto&option=interior&content_id=1333327

publicado por p3es às 14:54 link do post | comentar | favorito
Domingo, 09.08.09

Parece que a nossa escola foi pioneira em vários aspectos

Projecto ensina alunos a poupar energia nas suas escolas 

 
 Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra em parceria com congéneres finlandesas pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo, disse fonte do promotor nacional.

O EnerEscolas passa pela monitorização da electricidade e gás consumidos em cada estabelecimento de ensino para aquecimento de salas de aula e edifícios administrativos. Depois, os dados são tratados por um programa informático, segmentado por faixas etárias, que permite aos alunos interpretar os resultados e compará-los com os de outras escolas. 

A partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas.

"É um projecto com uma forte componente de eficiência energética. Prevê a integração nos currículos escolares para que os alunos assimilem noções de consumo e poupança de energia, baseadas em dados reais da sua própria escola", disse Basílio Simões, responsável da empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere). 

Os estudantes poderão ainda aprofundar os seus conhecimentos sobre energia na disciplina de Física, aprender o ciclo do carbono e questões ambientais em Geografia, praticar Matemática através de exercícios sobre consumo ou estudar as formas de geração de energias alternativas em Ciências da Natureza, exemplificou. 

"A ideia é os dados recolhidos serem tratados à luz dos conteúdos programáticos das várias disciplinas", frisou Basílio Simões, para quem a eficiência energética "constitui uma oportunidade de ensino". 

O projecto vai arrancar já no próximo ano lectivo, com carácter de experiência-piloto, em três escolas do país. 

"Ainda estamos a seleccionar as escolas", disse Basílio Simões, revelando, no entanto, que uma delas será a secundária Avelar Brotero, em Coimbra, que haverá também um estabelecimento de ensino de Lisboa mas que o terceiro ainda está por definir.

Além da ISA, o projecto EnerEscolas reúne a empresa de base tecnológica Take The Wind e dois parceiros finlandeses, no âmbito do programa europeu Eureka.

 

 Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395011

 

Câmaras têm até 2011 para pôr a funcionar recolha de óleos alimentares usados

Todos os anos as cozinhas portuguesas deitam fora entre 43 mil e 65 mil toneladas de óleos alimentares usados. Algumas autarquias voluntariam-se para atacar o problema. Ontem, pela primeira vez, o Governo decidiu dar uma resposta a nível nacional, assente em redes de recolha municipais. As câmaras têm até 2011 para instalar oleões na via pública.

 

O óleo que sobra das frituras ou que escorremos das latas de atum nada tem de inocente. Longe da vista dos consumidores polui os solos e as águas subterrâneas e superficiais. A maioria vem do sector doméstico (62 por cento) e da hotelaria e restauração e bebidas (37 por cento).

Ontem, o Conselho de Ministros aprovou o regime jurídico para a gestão destes óleos, dando prioridade à reciclagem e promovendo a responsabilização de consumidores, produtores, operadores de distribuição e de gestão.

O Decreto-lei aprovado, mas ainda não publicado em Diário da República, impõe a criação de redes municipais de recolha. Assim, até 31 de Dezembro de 2011, os municípios com mais de 300 mil habitantes devem disponibilizar, pelo menos, 40 pontos de recolha. Em 2015, esse número deverá ser o dobro. Consoante o número de habitantes, o número de oleões varia, até chegar aos municípios com menos de 25 mil habitantes. Estes devem disponibilizar oito pontos de recolha até ao final de 2011 e 12 até ao final de 2015.

A ideia é que o óleo usado recolhido seja reciclado e transformado em biodiesel. De momento esta ideia está a ser posta em prática por pequenos projectos municipais e por pequenas e médias empresas.

Óleos alimentares usados têm destino ambientalmente incorrecto


Actualmente, os destinos que lhe damos não são satisfatórios: ou vão ralo abaixo – e causam o aumento dos custos de tratamento das águas residuais – ou contribuem para a saturação dos aterros. Mas até agora também não há grandes alternativas, com excepção para algumas cidades que se voluntariaram na recolha destes óleos, como Sintra e Barreiro.

De facto, a recolha selectiva ainda é “muito incipiente” no sector doméstico, reconhece o Governo. “É tudo esporádico e pontual, apesar de acharmos que as pessoas estão sensibilizadas”, disse ao PÚBLICO Cármen Lima, da associação ambientalista Quercus.

Esta responsável contou que hoje já existe recolha de óleos em escolas, hipermercados, ecocentros de sistemas municipais. Há até alguns condomínios que se organizaram e pedem directamente a operadores licenciados para lá instalarem um recipiente, de 30 litros que, quando estiver cheio, é recolhido. “Todos os dias recebemos mensagens de pessoas que nos perguntam onde podem entregar os seus óleos”, referiu.

O cenário é melhor para a restauração, por exemplo. Segundo Cármen Lima, entre 70 a 80 por cento dos restaurantes do país já entregam os seus óleos alimentares usados. “Mas isto não significa que todos os operadores sejam licenciados”, alerta.

 

 

publicado por p3es às 09:33 link do post | comentar | favorito
Domingo, 02.08.09

Expedição parte em busca de ilha de lixo no Pacífico

BBC Brasil - 31/07/2009

 

Uma equipa de cientistas e ambientalistas parte neste final de semana da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em busca do que alguns chamam de "A Ilha do Lixo" - um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico.

A "ilha" também recebe outros nomes, como "Mancha de Lixo do Pacífico Norte" e "Pacific Vortex." Esta flutua à deriva entre a Califórnia, nos Estados Unidos, e o Japão.

 

 

 

 

Lixo flutuante

 

O redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objectos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à acção do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

O plástico tem origem na actividade do continente, principalmente nas áreas costeiras. O material também chega ao oceano por meio dos rios. Os ventos e as correntes empurram o plástico até ao redemoinho no Pacífico Norte.

A desintegração do plástico em partículas microscópicas, algumas infinitamente menores do que um grão de areia, faz com que esta mancha, cujo tamanho é duas vezes maior que a superfície do Estado americano do Texas, seja quase impossível de ser localizada com radares ou tecnologia de satélite.

 

 

 

Sopa plástica

 

Ao partir em busca do redemoinho, a equipa de cientistas e ambientalistas do Projeto Kasei enfrenta problemas como a localização imprecisa e a decisão do que fazer quando finalmente ficarem frente a frente com esta gigantesca coleção de lixo.

A expedição visa estudar a composição desta "sopa plástica" (outro apelido que recebeu a "ilha"), o nível tóxico de seus componentes, o seu efeito sobre a vida marinha e seu papel na cadeia alimentar.

O líder do projeto, Doug Woodring, explicou à BBC que o mais difícil será recolher amostras sem capturar espécies marinhas.

"Teremos que utilizar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetros quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes", afirmou.

"A ideia é, primeiro analisar do que se trata e, depois, discutir a melhor maneira de lidar a "ilha de lixo"", acrescentou Woodring, que acredita que uma alternativa seria "transformar o lixo em diesel combustível".

 

Água de ninguém

 

Apesar de a "ilha" ter sido descoberta há mais de uma década, ninguém até o momento tomou medidas para resolver o problema. Para Woodring, no entanto, este facto não é surpreendente.

"O problema principal é que (a "ilha de lixo") está em águas internacionais. Ninguém passa pelo local, não está nas principais rotas comerciais, não está sob nenhuma jurisdição e o público não sabe de sua existência", afirmou.

"Por isso, nenhum governo é pressionado, nenhuma instituição é pressionada a resolver este problema. É um pouco parecido com o que acontece com o lixo espacial", acrescentou.

 

Plástico na cadeia alimentar

 

Apesar de este gigantesco depósito de lixo estar a uma distância relativamente "cómoda", as consequências de sua existência afectam a todos.

Os peixes pequenos, por exemplo, confundem as partículas plásticas com alimentos. Muitos morrem depois de ingerir estes fragmentos, que também agem como esponjas, absorvendo substâncias tóxicas e metais pesados.

Mas, outros peixes sobrevivem e, quando são ingeridos por animais maiores, transformam o plástico em parte da cadeia alimentar.

Dois barcos participam na expedição, o Kaisei e o New Horizon, e só voltarão à costa dentro de um mês. Quem quiser acompanhar as descobertas realizadas durante a expedição pode aceder à página do projeto na internet em www.projectkaisei.org.

publicado por p3es às 21:12 link do post | comentar | favorito

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