Terça-feira, 23.11.10

Equipamentos em standby gastam 11% do consumo médio por habitação

De acordo com as edições on-line do Jornal de Notícias e do i de hoje ao início da noite, «Um estudo efetuado na União Europeia (UE) revela que o consumo médio de eletricidade dos equipamentos elétricos e eletrónicos em standby "representa cerca de 11 por cento do total" da energia anualmente consumida por habitação.

Os resultados da mesma investigação, envolvendo 12 países, entre os quais Portugal, onde é liderada pelo Instituto de Sistemas e Robóticas (ISR) da Universidade de Coimbra, foram hoje divulgados nesta cidade.

A manutenção em standby (modo de espera ou suspensão) ou mesmo desligado (off-mode) de alguns equipamentos (apesar de estarem desligados no botão, continuam a consumir energia) significa um gasto "médio anual de 305 quilowatts/hora" por habitação, de acordo com o estudo, revelou Aníbal Traça de Almeida.

O investigador do ISR e coordenador do estudo falava hoje à tarde, em Coimbra, no auditório da EDP, na apresentação das conclusões da investigação, que, iniciada em 2008 e denominada SELINA (Standby and Off-Mode Energy Losses In New Appliancesa Measure in Shops), contou com o apoio da Agência da Comissão Europeia para a Competitividade e Inovação.

Em Portugal, no entanto, as perdas médias de eletricidade com os modos standby e off-mode são da "ordem dos 7 %", contra os referidos 11 % das habitações europeias, disse à agência Lusa, à margem da sessão, Aníbal Traça de Almeida.

Tal circunstância não se deve, porém, ao comportamento dos consumidores, mas antes ao facto de os equipamentos elétricos e, sobretudo, eletrónicos estarem menos generalizados em Portugal do que noutros países da Europa, sublinhou.

Entre outros resultados, o estudo - que envolveu mais de 9000 inquiridos, incluindo lojistas, e 1300 habitações, e implicou a medição de mais de 6000 equipamentos - concluiu que "as consolas de jogos consomem quase tanta eletricidade em standby como quando se está a jogar".

Também as máquinas de café "podem causar grandes perdas de energia em standby" ou "mesmo desligadas" no botão, exemplificou, durante a sessão, Traça de Almeida, referindo que essas perdas podem representar uma média anual de 60 kwh, que significam, no nosso país, 9,6 €.

Equipamentos como subwoofer, gravadores de disco rígido, modems, routers ou gravadores de DVD podem, em standby ou off-mode, gastar, por ano, entre 4 e 7 kwh, que equivalem, em Portugal, a valores que oscilam entre os cinco e os oito euros.

"Em toda a UE pode ser poupado cerca de um bilião de euros", bastando apenas desligar a Internet quando não está a ser usada, afirma o investigador do ISR, sublinhando que este consumo equivale a 3,5 milhões de toneladas de CO2.

No âmbito do estudo, que abrangeu Portugal, Alemanha, França, Dinamarca, Letónia, Roménia, República Checa, Bélgica, Inglaterra, Áustria, Grécia e Itália, foi editado um "guia do consumidor em consumos standby", com algumas conclusões da investigação e no qual são adiantados procedimentos para o consumidor não "desperdiçar a sua eletricidade".»

Don't stantby!

E que tal ajudar a poupar o planeta - e a sua conta bancária - desligando os stanby's e off-modes aí de casa?

Segunda-feira, 22.11.10

II Semana Europeia da Prevenção de Resíduos

Teve início no passado sábado, dia 20 de novembro, a II Semana Europeia da Prevenção de Resíduos.

A primeira edição oficial da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos (EWWR – European Week for Waste Reduction) decorreu em vários países europeus de 21 a 29 de novembro de 2009 e faz parte integrante de um projeto que conta com o apoio do programa LIFE+, da Comissão Europeia.

A edição de 2010 da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos terá lugar de 20 a 28 de novembro, com os seguintes objetivos: 

  • Dar a conhecer as estratégias de prevenção de resíduos e a política da União Europeia e dos seus Estados membros nesta matéria;
  • Promover ações sustentáveis de prevenção de resíduos por toda a Europa;
  • Realçar o trabalho realizado por diversos intervenientes, através de exemplos concretos de prevenção de resíduos;
  • Incentivar uma mudança de comportamento dos Europeus (consumo, produção) no dia-a-dia. 

 

No âmbito deste evento, o Projeto 3E's passou a disponibilizar desde hoje, aos Diretores de Turma da Escola, uma Ação de Sensibilização à Recolha Seletiva de Resíduos, que consta de uma apresentação em PowerPoint que deverá ser exibida a todos os alunos da sua turma até ao final do corrente 1.º período - ou seja, a todos os alunos da Escola.

Tal apresentação, que apela à redução e à correta separação dos resíduos, bem como um Guião da Apresentação, encontram-se acessíveis em todos os computadores e salas da Escola para uma maior facilidade na sua utilização.

Esta é forma do Projeto 3E’s se juntar à II Semana Europeia da Prevenção de Resíduos: temos de contribuir para um mundo melhor e mais limpo!

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Sexta-feira, 12.11.10

A Escola Básica de Paços de Ferreira na Escola Electrão

No passado dia 9 de novembro recebemos este mail da Escola Electrão:


Caro Professor Emídio Henrique dos Mártires Gardé,

O prazo para inscrição na 3.ª edição da Escola Electrão terminou recentemente, sendo com muito orgulho que o informamos de que este ano o projecto contará com 646 escolas aderentes!

Queremos uma vez mais felicitá-lo por pertencer a esta enorme comunidade unida pelo ambiente, e relembrá-lo de que temos à sua disposição a Acção Extra "Blog Electrão", a decorrer no nosso blog oficial: blogelectrao.blogspot.com.

É fácil aderir ao Blog Electrão e contribuir para a partilha de experiências e bons exemplos no âmbito da sensibilização para a temática dos REEE: basta ir registando o envolvimento da sua comunidade escolar no projecto e fazer-nos chegar pequenas notícias e fotos ou vídeos. Para além de publicados no Blog Electrão, os melhores contributos terão ainda um lugar especial nas newsletters do projecto Escola Electrão e da Amb3E.

Sempre que tiver um texto ou imagens para partilhar, queira por favor enviar-nos as suas participações para geral@escolaelectrao.pt . Saiba mais sobre esta acção extra no site do projecto - www.escolaelectrao.pt - e conheça detalhes como o peso máximo dos ficheiros e outras informações adicionais que constam do documento "Dossier Blog Electrão".

Estamos confiantes de que o registo e a partilha do trabalho desenvolvido pelas escolas aderentes permitirá chamar a atenção de cada vez mais pessoas para a problemática dos REEE e para a importância do nosso contributo na defesa do planeta. E desde que com o conhecimento do professor responsável, até os alunos podem participar.

Ficamos a aguardar os contributos enérgicos da sua comunidade escolar!

Cumprimentos,

Equipa Escola Electrão


Portanto, a partir de agora, além dos vidros, papéis, embalagens de plástico e de metal e óleos alimentares usados - convém relembrar que a nossa foi a primeira Escola Básica do Concelho de Paços de Ferreira, e continua sendo a única,  a fazê-lo - também passaremos a recolher equipamentos elétricos usados!

A recolha seletiva de resíduos - e a sua consequente redução de consumo energético - continua a aumentar na nossa Escola!

Mas não vamos parar por aqui! Em breve haverá mais novidades!

Quinta-feira, 11.11.10

A nova equipa do Projeto 3E's

Como tudo na vida, também o grupo do P3E's mudou... Este ano somos estes:

A equipa do Projeto 3E's em 2010/11

Tiago Saúl, Henrique Santos, Emídio Gardé, Ana Lúcia Nogueira e Rita Rodrigues.

 


 

Esperam-nos novas tarefas que irão sendo aqui divulgadas sempre que oportuno.

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Sexta-feira, 29.10.10

Projeto "Correntes Rio Ferreira"

Na manhã do passado dia 15 de Outubro o Projeto 3E's fez-se representar pela turma E do 9.º ano no Worskhop do Projeto "Correntes Rio Ferreira", que teve lugar no pequeno auditório junto ao Mosteiro de Ferreira, no aprazível espaço verde que circunda aquele belo monumento histórico, respondendo assim ao convite que a Câmara Municipal de Paços de Ferreira tinha feito à nossa Escola.

 

Turma 9.º E após o Workshop

 

O "Correntes do Rio Ferreira" surge em 25 de Junho de 2009 após a assinatura de um protocolo entre os municípios de Paredes, Paços de Ferreira, Valongo e Gondomar, com o fim de despoluir aquele curso de água que atravessa os quatro concelhos. Os trabalhos de despoluição iniciaram-se logo no dia 27 e têm uma grande parcela de voluntariado.

A participação das Escolas é uma peça fundamental no sucesso do projeto, razão pela qual, para o Workshop, foram convidadas, e estiveram presentes, uma turma do nono ano de cada uma das Escolas do Concelho de Paços de Ferreira - mais de 140 alunos acompanhados por uma dezena de professores - quando foi apresentado o Projeto e um Concurso de fotografia que lhe está associado.

 

Sobre este assunto falaremos mais, e mais detalhadamente, dentro em pouco.

 


P.S. - A partir deste post procuraremos usar as normas prescritas pelo novo Acordo Ortográfico para a redação dos textos de nossa autoria.

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Quarta-feira, 08.09.10
Quarta-feira, 01.09.10

Oficina de Fornos Solares na Salina Eiras Largas

Transcrevendo:


Oficina de Fornos Solares na Salina Eiras Largas

No próximo dia 12 de Setembro o Explore Figueira, irá dinamizar uma “Oficina de Fornos Solares” na Casa Do Sal da Figueira da Foz (Salina Eiras Largas, Armazéns de Lavos), com o prof. Celestino Ruivo da Universidade do Algarve, membro fundador da "Solar Cookers International Association".

No início da actividade serão colocados alguns alimentos em fornos solares a fim de provar a eficiência destes. Durante a cozedura, será feita uma pequena visita às Salinas, guiada por Jael Palhas e uma breve palestra “Potencialidades dos Fornos Solares” pelo Prof. Celestino Ruivo, seguida de uma demonstração da construção de fornos solares. Por fim, haverá a oportunidade de provar alguns “petiscos solares”.

Para poder participar terá de se inscrever até dia 9 de Setembro pelo número 910 219 021 ou pelo e-mail figueira@explore.com.pt e terá um custo de 15€/pessoa.

É uma boa oportunidade para conhecerem e testarem os fornos solares e aprenderem a poupar mais algum dinheiro e energia nas vossas casas.

Apareçam e ajudem a divulgar.

Cumprimentos solares.

 

Jael Palhas
Explore - Percursos Interpretativos

www.explore.com.pt (brevemente disponível)

Tlm. Explore: 910219021

Mail: figueira@explore.com.pt

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Terça-feira, 17.08.10

Separação de resíduos sólidos pelos cidadãos longe de ser perfeita

Separação de resíduos sólidos pelos cidadãos longe de ser perfeita

Há mais recolha selectiva em Lisboa mas um terço continua a falhar o alvo

14.08.2010 - 08:39 Por Carlos Filipe, in Público/Ecosfera

Aumenta a consciência de que a reciclagem contribuirá para melhorar o ambiente. O pior é que ainda é atirado para o sítio errado muito do lixo que se separa.

Deficiente separação dos resíduos reduz muito eficácia da reciclagem (Foto: Fernando Veludo)

A percentagem de resíduos sólidos urbanos produzidos em Portugal e que seguem para valorização e reciclagem continua a aumentar, estimando o Instituto Nacional de Estatística que, em 2008, representava 12 por cento do total do lixo produzido, cinco pontos abaixo da média da União Europeia. Em Lisboa, de acordo com dados fornecidos pela autarquia, aquele valor aumenta para 20 por cento.
Todavia, há um dado que prejudica o esforço colocado nessa boa prática ambiental: há demasiados resíduos que chegam contaminados às linhas de triagem. Então no caso do ecoponto amarelo (embalagens de plástico e metal) eles representam um terço do total. Em última instância, a incineração ou aterro são os destinos finais.
A situação torna-se menos sustentável, quando se sabe que é o ecoponto amarelo que representa o maior fluxo de trabalho e de complexidade no processo de separação, pois é naquele contentor que são colocadas as embalagens de plástico, metal e pacotes de leite e outras bebidas, produtos estes que em Lisboa, segundo os dados fornecidos pelos serviços camarários, representaram em 2009 um aumento de 18 por cento relativamente a 2008, passando de 6262 toneladas para 7384 toneladas.
Porém, e segundo os dados da Valorsul, uma das operadoras na Área Metropolitana de Lisboa (AML), que serve os municípios de Lisboa, Amadora, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, cerca de um terço das quantidades provenientes daqueles receptáculos são constituídas por materiais indesejados (contaminantes), casos de papel, cartão, vidro, electrodomésticos, sapatos, chapéus de chuva, ou restos alimentares.
Diz Ana Loureiro, directora de comunicação da empresa, que aquelas embalagens mal colocadas, ou que não podem ser recicladas, mas que foram depositadas nos ecopontos, ainda assim "podem ser objecto de valorização através da produção de energia eléctrica" na central. "Mas os resíduos que são contaminantes, por não se enquadrarem em nenhuma categoria de reciclagem, seguem para incineração, o que acontece na Valorsul, ou para aterro sanitário, nos casos de operadores que não disponham deste sistema", esclareceu Ana Loureiro.
A situação não será igual em todo o território nacional, mas no caso destes cinco municípios da AML (desconhecem-se os valores em Cascais, Oeiras, Mafra e Sintra, operados pela Tratolixo, que não respondeu às questões do PÚBLICO), também cinco por cento dos materiais depositados nos receptáculos azuis (papel/cartão, que a nível nacional representam o maior valor, 36 por cento, do total de resíduos) são indesejados, encontrando-se entre os principais contaminantes sacos de plástico, esferovite, papel de prata, vegetal, plastificado e autocolantes.
Ainda de acordo com os dados da Valorsul, no ecoponto verde (embalagens de vidro) entre um a dois por cento do que ali é depositado é rejeitado na triagem - casos de loiças, plásticos, cerâmicas, vidro plano, cristais, espelhos, lâmpadas.

Mais erros, mais custos

Sejam "erros de pontaria" na cor dos contentores, desleixo/negligência, ou simples enganos por desconhecimento, a verdade é que a má separação dos resíduos pelos utilizadores acarreta maiores custos ambientais, sejam eles na operação de triagem, pela menor quantidade de produtos reciclados, pela utilização de combustíveis fósseis no processo produtivo de novos produtos (por exemplo, nos plásticos), ou pela necessidade de construção/aumento de aterros sanitários.
Ana Loureiro admite que a má separação "leva à existência de maiores custos, porque obriga a uma maior eficiência dos sistemas". "Como exemplo, refiro a existência ainda em elevada quantidade de papel/cartão no ecoponto amarelo. Este erro por parte de população obriga a um esforço adicional para tentar recuperar um material que é reciclável, mas que não deveria estar a aparecer naquele fluxo."
Foi também esta uma das razões apontadas pelo município de Oeiras - ainda que muito criticada por associações ambientalistas - como justificação para a decisão de interromper a recolha selectiva porta a porta no concelho. "Recuo ambiental", disse a Quercus, "lixo contaminado", alegou a câmara, salientando que cerca de 70 por cento daqueles detritos estavam mal separados, razão pela qual optou por substituir aquele sistema de recolha pela contentorização enterrada, garantindo também que assim haverá uma "melhoria substancial da quantidade e da qualidade dos resíduos recicláveis.A Empresa Municipal de Ambiente de Cascais anunciou há dias que vai reforçar a capacidade de recolha de resíduos sólidos urbanos, com um investimento superior a 2,5 milhões de euros, com comparticipação de fundos do Programa Operacional Regional de Lisboa.
A empresa diz que avançará em Setembro uma nova fase de colocação de "ilhas ecológicas" no concelho, com a instalação de 465 novos contentores subterrâneos que aumentarão, respectivamente em 274% e 40% a capacidade de recolha de resíduos recicláveis e indiferenciados.
Já a Câmara de Lisboa conta abranger toda a cidade, até 2013, com o sistema porta a porta.
Segundo dados fornecidos pelo gabinete do vereador responsável pela higiene urbana, actualmente cerca de 25 por cento das habitações da cidade têm já à sua disposição este tipo de recolha de resíduos sólidos. E especifica que, na sua totalidade, já estão abrangidas as freguesias das Mercês, Santa Catarina, Santa Maria dos Olivais e São Miguel.
Existem ainda quatro freguesias que têm recolha selectiva porta a porta quase na totalidade - Nossa Sra. de Fátima, Socorro, São Cristóvão e São Lourenço -, mas que ainda têm áreas servidas por outros sistemas. Já a Quinta do Lambert, Alameda das Linhas de Torres (sul) e área envolvente ao Estádio de Alvalade experimentam este sistema desde o início do corrente ano.
Ainda segundo a Câmara Municipal de Lisboa, existe também uma evolução significativa em termos económicos. As contrapartidas financeiras obtidas pela autarquia com a entrega de materiais para reciclagem continuam a aumentar, cifrando-se em 3,6 milhões de euros para 2009, a que acresce uma economia de mais de dois milhões no tratamento e destino final dos resíduos. Tal reflectiu-se num acréscimo da poupança para os cofres municipais em mais de 160 mil euros relativamente a 2008.

Ainda há muita gente com dúvidas sobre a maneira correcta de utilizar os ecopontos
Apesar das muitas campanhas nos meios de comunicação, da familiarização dos mais jovens na escola com as boas práticas ambientais, que as transmitem aos pais, subsistem dúvidas na hora da deposição dos resíduos nos contentores. Há quem ainda se interrogue se deve lavar as embalagens nas quais foram usados óleos ou outras gorduras, temendo que, se não o fizer, aquela embalagem poderá não ter um final feliz, ou seja, um renascer em forma reciclada.
Responde Ana Loureiro, da Valorsul: "Não devemos gastar água para lavar lixo, e esta regra é válida em todas as situações. Devemos apenas escorrer as embalagens e se possível espalmá-las. E não é possível detectar na linha de triagem se uma garrafa está lavada ou não. São todas tratadas por igual."
É também frequente haver dúvidas quanto ao destino final do resíduo que se colocou no contentor colorido. Será que todo o resíduo é encaminhado para as respectivas rotas de reaproveitamento/reciclagem?
Ana Loureiro afiança que sim: "E quanto mais houver para reciclar, melhor. Na nossa área, e julgo que em todo o país, todos os materiais possíveis de enviar para reciclagem seguem esse caminho."
Mais recentemente surgiu uma nova dúvida: as embalagens descartáveis de café para máquina, revestidas a alumínio ou plástico, muito em voga, são recicláveis ou não? Há fabricantes que garantem que sim e pedem aos seus clientes que as levem a pontos de recolha. "Para nós, essas embalagens são um resíduo indiferenciado [não devem ser colocados nos contentores de deposição selectiva, pois contaminariam a linha de triagem], mas quem sabe se no futuro será possível valorizá-las", explicou Ana Loureiro.

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Quinta-feira, 08.07.10

Avião movido a energia solar tenta voo nocturno

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1612786, 2010.07.07


O avião Solar Impulse, propulsado exclusivamente por energia solar, que irá dar a volta ao mundo em 2012, descolou hoje, quarta-feira, com o objectivo de completar o seu primeiro voo nocturno.

O protótipo suíço levantou voo do aeródromo de Payerne, Suíça, pelas 07.00 horas (hora local) e irá voar durante todo o dia de hoje, carregando assim as suas baterias solares para poder voar toda noite, aterrando 24 horas depois de ter descolado.

Caso este plano seja conseguido, o avião pilotado por André Borschberg terá conseguido concretizar o seu objectivo primordial, o de demonstrar a fiabilidade de voar à noite num avião propulsionado por energia solar.

Pouco antes da hora de partida, o protótipo foi submetido a uma série de provas e testes finais, sendo que conseguiu voar a uma altitude de 8500 m. A altitude a alcançar durante o voo desta noite será de 1500 m.

Este voo, que estava previsto para o passado dia 1 de Julho, foi adiado devido a problemas técnicos que teriam impedido o seguimento desde terra de parâmetros cruciais para a segurança da nave e da sua tripulação.

Solar impulse
A volta ao mundo

Foi no passado dia 7 de Abril que o Solar Impulse completou o seu primeiro voo de uma hora e meia, aterrando no mesmo aeródromo do qual partiu hoje.

A meta final de Bertrand Piccard, o aventureiro e mentor deste desafio, consiste em que o protótipo, avaliado em 70 milhões de euros, dê a volta ao mundo com cinco escalas em cinco dias no prazo de dois anos.

A partir das conclusões técnicas retiradas do voo nocturno a realizar no dia de hoje, será construído um novo protótipo.

O projecto que já conta com cinco anos de trabalho procura agora potenciar as energias renováveis, promovendo a sua utilização e provando assim que é possível poupar energia com a utilização das novas tecnologias.


Avião movido só a energia solar consegue voo de 26 horas

in http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=1613544, 2010.07.08, 13h28


O avião Solar Impulse, que só funciona com energia solar, aterrou esta manhã, quinta-feira, depois de um voo experimental de 26 horas. Aumentam assim as hipóteses de uma volta ao mundo em 2013.

Imagem do avião solar durante o voo experimental (Foto A.P.)

O Solar Impulse, imaginado pelo explorador suíço Bertrand Piccard, aterrou na pista da base militar de Payerne, no oeste da Suíça, comandado pelo piloto e co-fundador do projecto, André Borschberg, e foi recebido com aplausos por uma centena de espectadores.

O avião, cujas asas estão cobertas por 12 mil células fotovoltaicas que alimentam os quatros motores eléctricos, tinha descolado ontem, quarta-feira, da pista da base militar de Payerne e realizou parte do voo de noite, numa viagem inédita para o aparelho e para a equipa.

As baterias de lítio-polímero de 400 kg instaladas no avião, que foram recarregadas pelos painéis solares ao longo do dia de quarta-feira, forneceram a energia necessária para manter o aparelho no ar durante o voo nocturno.

"Será um grande dia se tudo correr bem", declarou, pouco antes da descolagem, Bertrand Piccard, conhecido por ter feito a primeira volta ao mundo em balão sem escala há mais de dez anos.

André Borschberg, antigo piloto de aviões de combate, manteve-se 26 horas no ar a uma altitude superior a 8500 m sem piloto automático.

Sete anos de trabalho foram necessários para concluir este avião, com uma envergadura de asas idêntica à de um Airbus A340 (63,40 m) e um peso pluma de 1600 kg.

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Segunda-feira, 05.07.10

Mais de mil pessoas pedalam em Coimbra

Por Cláudia Reis com Lusa, publicado em 04 de Julho de 2010 in http://www.ionline.pt/conteudo/67684-mais-mil-pessoas-pedalam-em-coimbra.

Mais de mil pessoas pedalaram hoje pela cidade de Coimbra numa iniciativa de promoção do desporto e da mobilidade urbana, organizada pela autarquia, no âmbito das comemorações doDia da Cidade que hoje se festeja.

Num trajeto de 10 quilómetros, cerca de 1100 pessoas de todas as idades, entre elas famílias inteiras, participaram assim no segundo Bike Day Cidade de Coimbra, que teve início e fim na Praça Heróis do Ultramar, com passagens pela Pontes Rainha Santa IsabelSanta Clara e pela Baixa e Alta da cidade.

“O primeiro objetivo tem a ver com a prática desportiva e a saúde, associada às boas práticas de vida, mas também com a bicicleta como elemento de mobilidade e respeitadora do ambiente”, salientou Luís Providência, vereador do Desporto da autarquia de Coimbra.

“Temos aqui várias vertentes que tentamos cumprir com este Bike Day Cidade de Coimbra”, frisou o autarca, acrescentando que a iniciativa foi um êxito “que nos leva a acreditar que vamos ter de fazer isto todos os anos em Coimbra”.

Segundo Luís Providência, passar a Ponte Rainha Santa Isabel foi para muitos a primeira oportunidade de, em cima de uma bicicleta, observar “a vista magnífica que se tem do rio e da cidade”.

Ponte Pedro e Inês (c) Emídio Gardé

O evento, refere, “é uma oportunidade única para as pessoas poderem transitar pelas ruas da cidade”, embora de forma condicionada.

Com a filha Adriana, de 3,5 anos, que transportou na sua bicicleta, e a mulher Rita Barroso, Henrique Costa, de Coimbra, foi um dos participantes que trouxe a família ao evento.

“Estamos habituados a andar de bicicleta e ela também (a filha) e hoje aproveitámos para, com este povo todo, dar um passeio para nos divertirmos”, referiu este jovem de 34 anos.

O convívio e o gosto pela bicicleta levaram Filipa Costa, de 33 anos, a participar no Bike Day Cidade de Coimbra, juntamente com o marido e o filho de 3 anos.

“Acima de tudo o convívio entre os três e também o miúdo, que gosta muito de andar de bicicleta”, disse, salientando que “é engraçado fazermos esta actividade os três”.

E sem temer os efeitos do calor, João Coelho, de 51 anos, não tem dúvidas de que “o sol faz bem para tirar a barriguinha”.

“Estou transpirado e um bocadinho cansado, pois não estou habituado a andar de bicicleta”, revelou, por seu lado, o jovem Sérgio, que no final descansava sentado ao lado das amigas Teresa e Susana, que defendeu uma iniciativa de dia inteiro.

“Devia ser o dia todo. É muito pouco ser só uma manhã. Desde que a água nos acompanhe e haja uma boa refeição no final nós aguentamos”, brincou.

Apesar das subidas e das temperaturas apertarem (estavam 27 graus), praticamente todos os participantes cumpriram o percurso de uma dezena de quilómetros e apenas, segundo fonte dos Bombeiros Sapadores, duas pessoas necessitaram de observação.

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Domingo, 04.07.10

Cozinha solar

Na última semana de aulas, a 15 e 17 de Junho, englobada nos Dias da Ciências, esteve patente na sala C18 uma exposição de trabalhos elaborados pelos alunos em Educação Tecnológica durante o ano que agora terminou; entre eles diversos fornos solares de diversos tipos, construídos por alunos do 8.º ano, bem como alguns modelos cujos mores eléctricos eram alimentados por energia solar via células fotovoltaicas.

Embora o P3E's não tenha estado directamente presente, foi mais uma demonstração da aplicabilidade da utilização da energia solar, que o Projecto tanto defende.


Fornos solares reflectores

Três modelos de fornos solares reflectores.


Fornos solares reflectores e de caixa fechada

Outros quatro modelos de forno: à esquerda um reflector de estrela pentagonal e os restantes de caixa fechada.

 

Um dos fornos expostos, de caixa fechada e com a particularidade de ser desmontável, foi usado para assar umas maçãs:

Forno de caixa desmontável

É evidente que o seu resultado foi um pouco inferior ao industrial SunCook (abaixo); mas lá cumpriu a sua missão...

Forno SunCook e modelo de barco com alimentação fotovoltaica

Forno solar industrial SunCook em pleno funcionamento. À frente um modelo de "hovercraft" com o motor eléctrico alimentado a energia solar através das três células fotovoltaicas.

 

É escusado dizer-seque a pizza e as maçãs assadas nos fornos foram rapidamente consumidas pelos alunos e professores presentes, que destacaram, sobretudo, o sabor "especial" e "natural" dos produtos cozinhados nos fornos solares.

 

Para o ano há mais!

 

E, por falar em cozinha solar, um blogue a consultar: http://arquiecologia.com/cocina-solar/

Sexta-feira, 09.04.10

Dias Europeus do Sol 2010


Dias Europeus do Sol

No ano passado o P3E's tentou participar na Semana Europeia do Sol. Mas além de ter chovido "a cântaros", razões houve que fizeram cancelar in extremis os eventos programados.

Este ano a semana é um pouco maior: de 10 a 30 de Maio próximos. Embora as nossas hipóteses de participação e celebração sejam poucas, certamente que não iremos deixar "em escuro" esses dias!!!


 

P.S. - A APISOLAR - Associação Portuguesa de Indústria Solar é a entidade organizadora oficial dos Dias Europeus do Sol em Portugal, tendo como função coordenar todos os eventos associados ao projecto e sendo responsável por angariar outros eventos que decorrem por todo o país.
As actividades que o P3E's programou para 2009 estão no seu site aqui e aqui, o que muito nos honra. Esperamos que possa continuar a manter os links... já agora com o nosso logótipo...

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Domingo, 28.02.10

Nós já! E há muito!!!

E você, já recicla o óleo dos fritos?

Os oleões têm passado os últimos anos meio escondidos. Hoje, as autarquias estão a levá-los para as ruas... e para as cozinhas. 

Por Helena Geraldes, helena.geraldes@publico.pt

Foto (c) Paulo Pimenta, in "Público"

Centenas de câmaras municipais por todo o país estão a esforçar-se para aumentar a família dos vidrões, papelões, plasticões e pilhões. De Norte a Sul, os munícipes começam a deparar-se com oleões nos passeios, de várias cores e feitios. E estamos só no princípio.

Depois do vidro, papel, metal, plásticos e pilhas, é chegada a vez de recolher o óleo alimentar usado que as cozinhas portuguesas deitam fora, à razão de entre 43 mil e 65 mil toneladas por ano. Desde o óleo que sobra das frituras àquele que escorremos das latas de atum. A maioria vem do sector doméstico (62 %), o resto é da hotelaria, restauração e bebidas (37 %).

Até há bem pouco tempo, a recolha de óleos alimentares usados era promovida com contentores em escolas, juntas de freguesia, hipermercados ou quartéis dos bombeiros. Mas algo mudou a 1 de Novembro de 2009, quando entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 267/2009: a partir desse dia, o desafio deixou de ser voluntário e pontual para se tornar nacional e obrigatório. 

"A nossa primeira abordagem, no mandato anterior, foi promover acordos voluntários. Foi um esforço meritório mas não deu os resultados de acordo com a nossa ambição", explica Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, em declarações ao Cidades. "Por isso decidimos avançar para um modelo obrigatório. Tínhamos a percepção de que o país já estava maduro."

Hoje em dia, estão instalados 439 pontos de recolha de óleos alimentares usados em Portugal, de acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a que o Cidades teve acesso. A agência que acompanha o cumprimento da legislação ainda não tem dados sobre os Açores, Beja, Évora, Setúbal e Viana do Castelo. 

Segundo o Decreto-Lei n.º 267/2009, a primeira meta é o ano de 2011. Até 31 de Dezembro desse ano, os municípios com mais de 300 mil habitantes devem disponibilizar, pelo menos, 40 pontos de recolha. Em 2015, esse número deverá ser o dobro. Consoante o número de habitantes, o número de oleões varia, até chegar aos municípios com menos de 25 mil habitantes. Estes devem disponibilizar oito pontos de recolha até ao final de 2011 e 12 até ao final de 2015.

Os distritos de Lisboa e o arquipélago da Madeira são aqueles que têm, na totalidade, maior número de pontos de recolha, entre 60 e 110. Seis distritos têm menos de 20 pontos de recolha.

Mas Portalegre e Bragança são os distritos com maior número de pontos de recolha por 100 mil habitantes, 146 e 75, respectivamente.

Humberto Rosa está satisfeito com o ritmo a que as autarquias estão a aderir a esta missão. Colocar oleões nas ruas está a acontecer "a um ritmo muito bom. Não encontrámos qualquer resistência" e "várias câmaras têm as suas próprias iniciativas". É o caso do Seixal, onde dez viaturas municipais já são alimentadas graças ao óleo alimentar usado que os moradores entregaram, e de Setúbal, que sensibilizou as escolas para ajudar na recolha destes resíduos. O Barreiro começou em Abril do ano passado, colocando 15 contentores nas escolas e restaurantes. E a Praia da Vitória, nos Açores, lançou uma campanha de recolha porta-a-porta no centro urbano. Mas estas estão longe de serem as únicas câmaras preocupadas com a poluição dos óleos.

Óleo, esse grande poluidor

Na verdade, estes resíduos nada têm de inocente. Segundo a APA, um litro de óleo doméstico deitado no ralo da banca da cozinha chega a contaminar, de uma só vez, um milhão de litros de água.

Cármen Lima, da Quercus, lembra ainda que quando os óleos são deitados pelo ralo e acabam na conduta do prédio, "a acumulação de gorduras causa problemas nas próprias instalações dos edifícios". E quando entram nas estações de tratamento de águas residuais "são mais um resíduo que tem de ser removido, o que acrescenta despesa no tratamento suplementar".

Finalmente, quando chegam aos rios, não deixam de ser um "produto que não é natural. Apesar de não ser um produto perigoso como o óleo das oficinas, aumenta a carga orgânica de tal forma que leva à falta de oxigénio para a vida aquática", explica.

Mas, no final do dia, grande parte do sucesso deve-se aos cidadãos. "Estes vêem com bons olhos os oleões. Isto faz com que as câmaras disponibilizem este serviço aos munícipes", alega Humberto Rosa.

Segundo Cármen Lima, "há três tipos de autarquias: as que já tinham recolha; as que se estão a esforçar com alguma dificuldade por causa dos custos financeiros; e outras que estão completamente perdidas". Mas cada vez há mais câmaras a estabelecer parcerias com empresas que as ajudam a adquirir os oleões e a recolherem os óleos usados, transformando-os em biodiesel. É toda uma nova dinâmica de negócio.

Ao contrário do que acontece com pilhas, medicamentos e pneus, por exemplo, os óleos alimentares usados não terão uma entidade gestora, frisa Humberto Rosa. "Estão muito bem definidas as responsabilidades de cada um dos intervenientes. O fluxo está completo sem necessidade de uma entidade", assevera.

Quatro exemplos de Norte a Sul

Corria o ano de 2005 quando a câmara e o ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) entenderam que Oeiras deveria ter um sistema de recolha de óleos alimentares usados, do sector doméstico. Em Outubro arrancou o Oilprodiesel, projecto Life Ambiente que viria a ser escolhido pela Comissão Europeia como um dos 57 melhores que foram concluídos em 2009.

"Queríamos recolher os óleos que iam para o esgoto ou para o lixo", explica Marco António Estrela, do ISQ. Pensaram um oleão de raiz, com sensores para mediar o enchimento. Cor de laranja. Lá dentro, as pessoas deviam colocar o óleo em garrafas de plástico para evitar sujidade.

Em Oeiras, o contentor que serve para a recolha de óleos alimentares usados foi pensado de raiz. Cada ponto de recolha, em cor de laranja, dispõe de sensores que medem o nível de enchimento. No início, havia quem pusesse lá dentro outros resíduos, mas agora a população já se habituou FotógrafoOs 20 oleões começaram a ser instalados em Junho de 2008. Marco Estrela diz que a iniciativa "teve uma adesão muito grande", mas, de início, "houve enganos". "As pessoas depositavam outras coisas lá dentro". O Oilprodiesel acabou em Março de 2009, mas os oleões continuam na rua. "Os níveis de recolha já são de 14 toneladas por mês". Oeiras não foi a única que se antecipou à legislação. Depois de recolher o óleo dos restaurantes, Vila Real passou a recolher o óleo doméstico, conta o vereador do Ambiente, Miguel Esteves. O primeiro oleão foi colocado nas ruas no início de 2009. "Começámos sem ter em conta a legislação que aí vinha."

Hoje são sete contentores e, garante, "durante o próximo ano serão cumpridas as metas para 2011". A receptividade tem sido "bastante boa". Em 2009 foram recolhidos 1200 litros de óleo.

Reciclar depois do jantar

Engana-se quem pensar que só há uma maneira de resolver o problema dos óleos alimentares usados e que o território dos oleões se limita à rua. Penafiel decidiu pô-los nas cozinhas de cada lar da cidade.

"Há cinco anos já estavam instalados oleões de 50 litros nos restaurantes. Em 2009 quisemos abranger o consumidor final e preparar o terreno para a legislação que aí vinha", explica Antonino de Sousa, vereador com o pelouro da Sustentabilidade Ambiental.

Em Junho de 2009, uma equipa de sete pessoas distribuiu, porta a porta, mais de 2500 minioleões de cinco litros, verdes, de funil incorporado e com tampa antiderrame. Quando estão cheios, as pessoas deslocam-se aos cinco oleões, cada um com capacidade para 200 litros, entretanto espalhados pela cidade.

Além disso, a câmara disponibilizou uma Linha Verde para esclarecimentos sobre os oleões. "A reacção das pessoas foi muito boa", disse o vereador, referindo que existem moradores de zonas não abrangidas pela iniciativa que contactaram a autarquia a pedir minioleões. "Foi interessante ver que havia pessoas de outras freguesias que se deram ao trabalho de vir aqui buscar o seu oleão e que estão dispostas a vir à cidade depositar o seu óleo."

Desde Junho do ano passado, os cinco oleões já foram despejados uma vez. "Se calhar agora já estão outra vez a precisar", estimou o vereador. Este ano, a câmara assinou um protocolo com uma empresa para instalar mais 20 pontos de recolha. Até 2011 haverá um destes contentores ao lado de cada um dos 150 ecopontos de Penafiel.

Do restaurante à nossa casa

A instalação de pontos de recolha para os óleos alimentares usados avança a diferentes velocidades. Ponte de Lima é uma das câmaras municipais que agora está a começar. Porém, não é uma novata no que aos óleos diz respeito.

Desde Novembro de 2008 que há recolha dos óleos produzidos nas cantinas do ensino básico. Agora prepara-se para alargar a recolha ao cidadão comum, ajudando assim a reduzir o "risco de contaminação dos solos e água" que os óleos provocam, quando são eliminados pelos colectores urbanos.

A forma de gestão da rede de recolha selectiva municipal de óleo alimentar usado foi aprovada, por unanimidade, há menos de um mês, a 8 de Fevereiro.

Segundo explicou a vereadora Estela Almeida, com o pelouro do Ambiente, a câmara vai lançar um concurso para uma parceria com uma empresa específica para a gestão de rede de oleões. A autarquia prevê instalar na cidade 16 contentores e sensibilizar as empresas locais a aderir à recolha. Quem aceitar fará parte da rede de empresas amigas do ambiente.


Apenas para recordar: este procedimento já é feito na nossa Escola desde Maio de 2009, num intercâmbio com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, como já foi divulgado aqui, aqui e no post imediatamente anterior.

O oleão da nossa Escola sendo usado pela primeira vez pelos nossos alunos em 26 de Maio de 2009.

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Terça-feira, 23.02.10

Nós preferimos o aquecimento da Escola...

Óleos alimentares usados recolhidos no Seixal põem a circular dez viaturas municipais

23.02.2010
Helena Geraldes

Os óleos alimentares usados que os moradores do Seixal entregam para serem transformados em biodiesel já permitem pôr em funcionamento dez viaturas municipais, informou a autarquia.

Fazem parte desta frota três veículos ligeiros de passageiros e sete veículos ligeiros de mercadorias.
No âmbito do projecto Óleo a Reciclar, Biodiesel a Circular, o município, a Agência municipal de Energia e a empresa Biosarg assinaram um protocolo de colaboração em Junho de 2008 que define que “por cada sete litros de óleos alimentares usados recolhidos, a autarquia recebe um litro de biodiesel resultante da transformação do óleo em biodiesel”, explica a câmara.
Com a instalação de oleões em vários locais do concelho do Seixal, a recolha permitiu que em Setembro do ano passado tenham começado a circular cinco viaturas municipais movidas a biodiesel B20 (mistura de 80 por cento de gasóleo e 20 por cento de biodiesel).
Além da frota, a câmara também utiliza este combustível no gerador da rede de emergência do edifício dos Serviços Operacionais.
Para o futuro está previsto alargar a utilização do biodiesel a viaturas pesadas e a máquinas de obra. Durante este ano estima-se que sejam consumidos cerca de 60 mil litros de biodiesel.
O projecto recolhe óleos alimentares usados dos vários oleões espalhados na via pública pelo conselho e também de diversas instituições sociais, desportivas e escolares. O objectivo é “sensibilizar a população relativamente ao destino adequado a dar aos óleos alimentares usados, reduzir os problemas de escoamento e tratamento das águas residuais domésticas devido à existência de óleos e gorduras provenientes das descargas nos colectores municipais de óleos alimentares usados, garantir um destino final adequado para os óleos alimentares usados e melhorar o desempenho ambiental do município”, explicam os responsáveis.

publicado por p3es às 11:25 link do post | comentar | favorito
Segunda-feira, 04.01.10

Go green 2010!

Go green!

2010 pode ser o ano dos investimentos verdes

por Nuno Aguiar, Publicado em 04 de Janeiro de 2010

 
  
Especialistas acreditam num forte aumento do investimento em energias renováveis este ano
O mundo está a viver a ressaca de Copenhaga. Da cimeira do clima saiu apenas o acordo possível e poucos dos 192 países participantes terão ficado completamente satisfeitos com o resultado. No entanto, mesmo com este pacto não vinculativo, os grandes vencedores da concentração mediática nas alterações climáticas poderão ser os investimentos verdes. Por mais fraco que seja, um comprometimento entre países como os Estados Unidos e a China fazem os investidores esfregar as mãos de contentes a pensar no próximo ano. Para 2010 pode esperar-se uma aposta forte em fundos verdes, relacionados com energia, tecnologias limpas e alterações climáticas.
Michael Liebreich, head finance da New Energy, empresa consultora das Nações Unidas e do Deutsche Bank, prevê um ano recorde para o investimento relacionado com as energias renováveis. "Não ficaria surpreendido em ver um ano com 200 mil milhões de dólares (140 mil milhões de euros) de investimento", afirmou Liebreich à agência de informação financeira Bloomberg. A concretizar-se, será um crescimento significativo do investimento, que este ano se ficou pelos 87 mil milhões de euros, uma queda em relação aos 108 mil milhões investidos em 2008. Segundo Liebreich, EUA, China e dez outros países têm planos de estímulo para energias verdes de 123 mil milhões de euros para os próximos anos.
As contas que deixam os investidores a sorrir não são difíceis de fazer. Num relatórios das Nações Unidas, divulgado em Setembro, estima que seria necessário gastar 1% do PIB mundial (420 mil milhões de euros) para os países em desenvolvimento enfrentarem economicamente as consequências de um redução da emissão de Gases com Efeito de Estufa (GEE). Parte do investimento seria suportado pelos Estados, mas muitas empresas beneficiariam do forte apoio dado pelos governos, através de incentivos e novas regulamentações de descriminação positiva. Procura-se intensamente novas tecnologias e novas formas de energia que poderão beneficiar os investidores que optem por soluções em torno das alterações climáticas.
Mesmo antes da Cimeira de Copenhaga estar concluída, várias empresas já tinham anunciado o começo de diversos projectos ambiciosos na área da energia. Segundo a Allianz Global Investors, os grandes vencedores da cimeira do clima serão quem providencie energias alternativas e empresas que melhor adoptem a redução de emissões de GEE. "Vemos dinâmica suficiente a nível nacional para assegurar um comprometimento para desenvolver tecnologias limpas", afirmou à Reuters Bozena Jankowska, gestor do fundo Allianz RCM Global EcoTrends.
Porquê investir? 
Não existe uma só razão para apostar em opções mais amigas do ambiente. O investimento pode ser motivado por questões éticas ou pelas rendibilidades atractivas que muitas destas soluções apresentam. A direcção de investimentos do Banco Best explica estas duas razões para tornar mais verde a sua carteira: "A primeira reflecte uma vontade do investidor em direccionar os seus investimentos para fundos que cumpram determinado tipo de regras ou que não invistam em sectores considerados poluentes, ligando assim os seus investimentos a uma determinada visão sobre o mundo. Por outro lado, dado o crescente foco que estes temas têm tido na actualidade, estes temas ou sectores podem beneficiar de uma conjuntura mais atractiva nos próximos anos."
Rui Broega, do Banco BiG, percebe o carácter apelativo deste tipo de activos: "As recentes notícias falam por si. O investimento social e economicamente responsável será cada vez mais determinante para o futuro das novas gerações." 
A verdade é que, se o único objectivo do investimento for a rendibilidade, existem outras soluções que lhe podem dar os mesmos resultados. Neste caso, trata-se de conjugar ao potencial de liquidez com o desejo de aplicar o seu dinheiro com um propósito ecológico.
Nos últimos anos têm sido lançadas várias soluções de investimento que lhe dão exposição às oportunidades em torno das alterações climáticas (novas energias, alterações climáticas, agricultura, tecnologias limpas). A forma mais simples de lhe dar acesso à temática ecológica são os fundos de investimento. A grande vantagem dos fundos está relacionada com a flexibilidade que permitem ao nível da política de investimentos e com o profissionalismo de quem os gere. "São instrumentos com características particularmente interessantes para investir nesta área, sublinha o Banco Best. "O investimento em fundos parece-me ser o mais adequado no sentido de poder captar o know how das equipas de gestão que são especializadas nesta temática tão complexa", acrescenta Rui Broega. Os investimentos verdes podem também ser feitos por outros meios que não os fundos. Certificados ou acções de empresas da categoria das energias alternativas, por exemplo, são outras hipóteses para quem se queira afastar deles.
Porém, o investimento verde tem também as suas limitações. A principal desvantagem tem a ver com a exposição que lhe é dada a uma indústria à qual falta ainda capacidade competitiva, estando muito dependente dos apoios que os governos decidam conceder. Uma eventual variação no nível de comprometimento dos estados é um risco para os investidores, apesar de as mais recentes notícias indiciaram que ele deve continuar forte nos próximos anos.

 

 

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