Quarta-feira, 03.08.11

O submundo do óleo usado. 40% entra nos circuitos da candonga

por Marta F. Reis, Publicado em 02 de Agosto de 2011  |  Actualizado há 10 horas | http://www.ionline.pt/conteudo/140752-o-submundo-do-oleo-usado-40-entra-nos-circuitos-da-candonga

Até ao final do ano os munícipios devem ter entre oito e 40 pontos de recolha. Mas quem recolhe?

Começa por ser uma história sobre reciclagem de óleo usado, mas acaba por se revelar um submundo onde há ladrões de oleões, queixas-crime, unidades de produção ilegais e biocombustível a ser comprado livre de impostos, directamente por proprietários de postos de gasolina. 
Em 2010, no sector doméstico, recolheram-se 16 853 toneladas de óleos alimentares usados. Só não ir parar à rede de esgotos significa livrar da poluição qualquer coisa como 18 milhões de litros de água. Outra leitura, revelou ontem ao i um proprietário de uma das primeiras empresas no sector, no Norte do país, é pensar no que rende este mesmo óleo no "mercado clandestino". M. M., que prefere manter o anonimato, diz que 30% a 40% estará nas mãos de "candongueiros com e sem alvará". Vendido como biocombustível, tratado ou por tratar, vale em média 600 euros a tonelada, menos de metade do preço do gasóleo. Num ano são 4 milhões de euros.
M. M. foi abordado pela última vez há 15 dias pelo proprietário de uma bomba de gasolina numa aldeia a 50 quilómetros do Porto. "Comprava-me uma tonelada de biodiesel por 800 euros. Chegou aqui com um tractor agrícola e era só carregar. Sem recibos sem nada." Recusou. "É um risco muito grande, temos 30 empregados, nome a manter. Mas às vezes dá vontade de aceitar, é uma revolta muito grande."
A reciclagem do óleo usado começou a ser formalizada em Setembro de 2009, com o Decreto-Lei 267/2009. A legislação diz que a reciclagem, "concretamente para produção de biocombustível, constitui uma importante mais-valia no actual contexto das políticas energéticas nacional e comunitária". Para M. M., estes propósitos revelaram-se um fracasso. "Hoje em dia, o óleo usado em Portugal é para falcatruas. Existe roubo de óleo por operadores licenciados e não licenciados, há carrinhas identificadas que roubam óleo a outras empresas. Nos oleões de rua o que temos é uma promiscuidade", acusa. Também um representante da Óleotorres, há 30 anos neste sector, diz ao ique a situação tem vindo a degradar-se. "Perdemos diariamente mil euros em óleo roubado. Já foram instauradas queixas-crime mas acaba por não haver resposta das autoridades. Estamos a falar muitas vezes de casos em que as empresas até podem ser licenciadas mas andam a roubar por trás, usam o nosso nome, os nossos contentores."
É António Pereira, director da empresa de recolha Biosys, quem alerta o i para o problema. Fazem a recolha de 30 oleões em Cascais. Desde Setembro perderam 40% da quota de mercado, diz. "Já tivemos situações de vir recolher e apanhar os contentores vazios ou não haver contentores." Em Fevereiro, num ponto de recolha em Tires, foi questionado por uma funcionária sobre a razão por que vinha recolher duas vezes no mesmo dia. "Ligámos para o número que a empresa até tinha deixado, alegando ser a nossa, e dissemos ao homem que voltasse para trás para recolher mais óleo. Quando o confrontei pegou no carro e fugiu." Nos acordos com as câmaras, a Biosys oferece o sistema de recolha e manutenção dos oleões - de implementação obrigatória até ao final do ano em todos os municípios. Em troca recebe a matéria-prima, que vende a 38 cêntimos o litro. "Quem rouba anda a vender a 20/25 cêntimos." 
É na requalificação para biodiesel que o óleo se torna mais apetecível, sobretudo com o aumento dos preços do petróleo. M. M. diz que este destino é quase o único no país. Aqui surge outro obstáculo: "Em Portugal a produção não é viável, só para autoconsumo: por exemplo para quem tenha camiões." Em Espanha, diz, consegue-se um rendimento três vezes superior. Rende exportar a matéria-prima ou então forjar a transformação e escapar aos impostos, acusa. E pelo meio deitar a mão a todo o óleo que aparece. "No Norte há uma unidade de transformação instalada num camião TIR." O representante da Óleotorres também reconhece que há unidades de produção ilegais, mas diz que a "pirataria" abrange todo o ciclo de valorização. "Devia haver fiscalização de todas as empresas licenciadas, da recolha ao destino final. Quando alguém chega a um restaurante e diz que é da Óleotorres naturalmente as pessoas acreditam. Só acontece porque há quem compre."

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Sexta-feira, 12.11.10

A Escola Básica de Paços de Ferreira na Escola Electrão

No passado dia 9 de novembro recebemos este mail da Escola Electrão:


Caro Professor Emídio Henrique dos Mártires Gardé,

O prazo para inscrição na 3.ª edição da Escola Electrão terminou recentemente, sendo com muito orgulho que o informamos de que este ano o projecto contará com 646 escolas aderentes!

Queremos uma vez mais felicitá-lo por pertencer a esta enorme comunidade unida pelo ambiente, e relembrá-lo de que temos à sua disposição a Acção Extra "Blog Electrão", a decorrer no nosso blog oficial: blogelectrao.blogspot.com.

É fácil aderir ao Blog Electrão e contribuir para a partilha de experiências e bons exemplos no âmbito da sensibilização para a temática dos REEE: basta ir registando o envolvimento da sua comunidade escolar no projecto e fazer-nos chegar pequenas notícias e fotos ou vídeos. Para além de publicados no Blog Electrão, os melhores contributos terão ainda um lugar especial nas newsletters do projecto Escola Electrão e da Amb3E.

Sempre que tiver um texto ou imagens para partilhar, queira por favor enviar-nos as suas participações para geral@escolaelectrao.pt . Saiba mais sobre esta acção extra no site do projecto - www.escolaelectrao.pt - e conheça detalhes como o peso máximo dos ficheiros e outras informações adicionais que constam do documento "Dossier Blog Electrão".

Estamos confiantes de que o registo e a partilha do trabalho desenvolvido pelas escolas aderentes permitirá chamar a atenção de cada vez mais pessoas para a problemática dos REEE e para a importância do nosso contributo na defesa do planeta. E desde que com o conhecimento do professor responsável, até os alunos podem participar.

Ficamos a aguardar os contributos enérgicos da sua comunidade escolar!

Cumprimentos,

Equipa Escola Electrão


Portanto, a partir de agora, além dos vidros, papéis, embalagens de plástico e de metal e óleos alimentares usados - convém relembrar que a nossa foi a primeira Escola Básica do Concelho de Paços de Ferreira, e continua sendo a única,  a fazê-lo - também passaremos a recolher equipamentos elétricos usados!

A recolha seletiva de resíduos - e a sua consequente redução de consumo energético - continua a aumentar na nossa Escola!

Mas não vamos parar por aqui! Em breve haverá mais novidades!

Domingo, 28.02.10

Nós já! E há muito!!!

E você, já recicla o óleo dos fritos?

Os oleões têm passado os últimos anos meio escondidos. Hoje, as autarquias estão a levá-los para as ruas... e para as cozinhas. 

Por Helena Geraldes, helena.geraldes@publico.pt

Foto (c) Paulo Pimenta, in "Público"

Centenas de câmaras municipais por todo o país estão a esforçar-se para aumentar a família dos vidrões, papelões, plasticões e pilhões. De Norte a Sul, os munícipes começam a deparar-se com oleões nos passeios, de várias cores e feitios. E estamos só no princípio.

Depois do vidro, papel, metal, plásticos e pilhas, é chegada a vez de recolher o óleo alimentar usado que as cozinhas portuguesas deitam fora, à razão de entre 43 mil e 65 mil toneladas por ano. Desde o óleo que sobra das frituras àquele que escorremos das latas de atum. A maioria vem do sector doméstico (62 %), o resto é da hotelaria, restauração e bebidas (37 %).

Até há bem pouco tempo, a recolha de óleos alimentares usados era promovida com contentores em escolas, juntas de freguesia, hipermercados ou quartéis dos bombeiros. Mas algo mudou a 1 de Novembro de 2009, quando entrou em vigor o Decreto-Lei n.º 267/2009: a partir desse dia, o desafio deixou de ser voluntário e pontual para se tornar nacional e obrigatório. 

"A nossa primeira abordagem, no mandato anterior, foi promover acordos voluntários. Foi um esforço meritório mas não deu os resultados de acordo com a nossa ambição", explica Humberto Rosa, secretário de Estado do Ambiente, em declarações ao Cidades. "Por isso decidimos avançar para um modelo obrigatório. Tínhamos a percepção de que o país já estava maduro."

Hoje em dia, estão instalados 439 pontos de recolha de óleos alimentares usados em Portugal, de acordo com os dados mais recentes da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) a que o Cidades teve acesso. A agência que acompanha o cumprimento da legislação ainda não tem dados sobre os Açores, Beja, Évora, Setúbal e Viana do Castelo. 

Segundo o Decreto-Lei n.º 267/2009, a primeira meta é o ano de 2011. Até 31 de Dezembro desse ano, os municípios com mais de 300 mil habitantes devem disponibilizar, pelo menos, 40 pontos de recolha. Em 2015, esse número deverá ser o dobro. Consoante o número de habitantes, o número de oleões varia, até chegar aos municípios com menos de 25 mil habitantes. Estes devem disponibilizar oito pontos de recolha até ao final de 2011 e 12 até ao final de 2015.

Os distritos de Lisboa e o arquipélago da Madeira são aqueles que têm, na totalidade, maior número de pontos de recolha, entre 60 e 110. Seis distritos têm menos de 20 pontos de recolha.

Mas Portalegre e Bragança são os distritos com maior número de pontos de recolha por 100 mil habitantes, 146 e 75, respectivamente.

Humberto Rosa está satisfeito com o ritmo a que as autarquias estão a aderir a esta missão. Colocar oleões nas ruas está a acontecer "a um ritmo muito bom. Não encontrámos qualquer resistência" e "várias câmaras têm as suas próprias iniciativas". É o caso do Seixal, onde dez viaturas municipais já são alimentadas graças ao óleo alimentar usado que os moradores entregaram, e de Setúbal, que sensibilizou as escolas para ajudar na recolha destes resíduos. O Barreiro começou em Abril do ano passado, colocando 15 contentores nas escolas e restaurantes. E a Praia da Vitória, nos Açores, lançou uma campanha de recolha porta-a-porta no centro urbano. Mas estas estão longe de serem as únicas câmaras preocupadas com a poluição dos óleos.

Óleo, esse grande poluidor

Na verdade, estes resíduos nada têm de inocente. Segundo a APA, um litro de óleo doméstico deitado no ralo da banca da cozinha chega a contaminar, de uma só vez, um milhão de litros de água.

Cármen Lima, da Quercus, lembra ainda que quando os óleos são deitados pelo ralo e acabam na conduta do prédio, "a acumulação de gorduras causa problemas nas próprias instalações dos edifícios". E quando entram nas estações de tratamento de águas residuais "são mais um resíduo que tem de ser removido, o que acrescenta despesa no tratamento suplementar".

Finalmente, quando chegam aos rios, não deixam de ser um "produto que não é natural. Apesar de não ser um produto perigoso como o óleo das oficinas, aumenta a carga orgânica de tal forma que leva à falta de oxigénio para a vida aquática", explica.

Mas, no final do dia, grande parte do sucesso deve-se aos cidadãos. "Estes vêem com bons olhos os oleões. Isto faz com que as câmaras disponibilizem este serviço aos munícipes", alega Humberto Rosa.

Segundo Cármen Lima, "há três tipos de autarquias: as que já tinham recolha; as que se estão a esforçar com alguma dificuldade por causa dos custos financeiros; e outras que estão completamente perdidas". Mas cada vez há mais câmaras a estabelecer parcerias com empresas que as ajudam a adquirir os oleões e a recolherem os óleos usados, transformando-os em biodiesel. É toda uma nova dinâmica de negócio.

Ao contrário do que acontece com pilhas, medicamentos e pneus, por exemplo, os óleos alimentares usados não terão uma entidade gestora, frisa Humberto Rosa. "Estão muito bem definidas as responsabilidades de cada um dos intervenientes. O fluxo está completo sem necessidade de uma entidade", assevera.

Quatro exemplos de Norte a Sul

Corria o ano de 2005 quando a câmara e o ISQ (Instituto de Soldadura e Qualidade) entenderam que Oeiras deveria ter um sistema de recolha de óleos alimentares usados, do sector doméstico. Em Outubro arrancou o Oilprodiesel, projecto Life Ambiente que viria a ser escolhido pela Comissão Europeia como um dos 57 melhores que foram concluídos em 2009.

"Queríamos recolher os óleos que iam para o esgoto ou para o lixo", explica Marco António Estrela, do ISQ. Pensaram um oleão de raiz, com sensores para mediar o enchimento. Cor de laranja. Lá dentro, as pessoas deviam colocar o óleo em garrafas de plástico para evitar sujidade.

Em Oeiras, o contentor que serve para a recolha de óleos alimentares usados foi pensado de raiz. Cada ponto de recolha, em cor de laranja, dispõe de sensores que medem o nível de enchimento. No início, havia quem pusesse lá dentro outros resíduos, mas agora a população já se habituou FotógrafoOs 20 oleões começaram a ser instalados em Junho de 2008. Marco Estrela diz que a iniciativa "teve uma adesão muito grande", mas, de início, "houve enganos". "As pessoas depositavam outras coisas lá dentro". O Oilprodiesel acabou em Março de 2009, mas os oleões continuam na rua. "Os níveis de recolha já são de 14 toneladas por mês". Oeiras não foi a única que se antecipou à legislação. Depois de recolher o óleo dos restaurantes, Vila Real passou a recolher o óleo doméstico, conta o vereador do Ambiente, Miguel Esteves. O primeiro oleão foi colocado nas ruas no início de 2009. "Começámos sem ter em conta a legislação que aí vinha."

Hoje são sete contentores e, garante, "durante o próximo ano serão cumpridas as metas para 2011". A receptividade tem sido "bastante boa". Em 2009 foram recolhidos 1200 litros de óleo.

Reciclar depois do jantar

Engana-se quem pensar que só há uma maneira de resolver o problema dos óleos alimentares usados e que o território dos oleões se limita à rua. Penafiel decidiu pô-los nas cozinhas de cada lar da cidade.

"Há cinco anos já estavam instalados oleões de 50 litros nos restaurantes. Em 2009 quisemos abranger o consumidor final e preparar o terreno para a legislação que aí vinha", explica Antonino de Sousa, vereador com o pelouro da Sustentabilidade Ambiental.

Em Junho de 2009, uma equipa de sete pessoas distribuiu, porta a porta, mais de 2500 minioleões de cinco litros, verdes, de funil incorporado e com tampa antiderrame. Quando estão cheios, as pessoas deslocam-se aos cinco oleões, cada um com capacidade para 200 litros, entretanto espalhados pela cidade.

Além disso, a câmara disponibilizou uma Linha Verde para esclarecimentos sobre os oleões. "A reacção das pessoas foi muito boa", disse o vereador, referindo que existem moradores de zonas não abrangidas pela iniciativa que contactaram a autarquia a pedir minioleões. "Foi interessante ver que havia pessoas de outras freguesias que se deram ao trabalho de vir aqui buscar o seu oleão e que estão dispostas a vir à cidade depositar o seu óleo."

Desde Junho do ano passado, os cinco oleões já foram despejados uma vez. "Se calhar agora já estão outra vez a precisar", estimou o vereador. Este ano, a câmara assinou um protocolo com uma empresa para instalar mais 20 pontos de recolha. Até 2011 haverá um destes contentores ao lado de cada um dos 150 ecopontos de Penafiel.

Do restaurante à nossa casa

A instalação de pontos de recolha para os óleos alimentares usados avança a diferentes velocidades. Ponte de Lima é uma das câmaras municipais que agora está a começar. Porém, não é uma novata no que aos óleos diz respeito.

Desde Novembro de 2008 que há recolha dos óleos produzidos nas cantinas do ensino básico. Agora prepara-se para alargar a recolha ao cidadão comum, ajudando assim a reduzir o "risco de contaminação dos solos e água" que os óleos provocam, quando são eliminados pelos colectores urbanos.

A forma de gestão da rede de recolha selectiva municipal de óleo alimentar usado foi aprovada, por unanimidade, há menos de um mês, a 8 de Fevereiro.

Segundo explicou a vereadora Estela Almeida, com o pelouro do Ambiente, a câmara vai lançar um concurso para uma parceria com uma empresa específica para a gestão de rede de oleões. A autarquia prevê instalar na cidade 16 contentores e sensibilizar as empresas locais a aderir à recolha. Quem aceitar fará parte da rede de empresas amigas do ambiente.


Apenas para recordar: este procedimento já é feito na nossa Escola desde Maio de 2009, num intercâmbio com a Câmara Municipal de Paços de Ferreira, como já foi divulgado aqui, aqui e no post imediatamente anterior.

O oleão da nossa Escola sendo usado pela primeira vez pelos nossos alunos em 26 de Maio de 2009.

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Terça-feira, 23.02.10

Nós preferimos o aquecimento da Escola...

Óleos alimentares usados recolhidos no Seixal põem a circular dez viaturas municipais

23.02.2010
Helena Geraldes

Os óleos alimentares usados que os moradores do Seixal entregam para serem transformados em biodiesel já permitem pôr em funcionamento dez viaturas municipais, informou a autarquia.

Fazem parte desta frota três veículos ligeiros de passageiros e sete veículos ligeiros de mercadorias.
No âmbito do projecto Óleo a Reciclar, Biodiesel a Circular, o município, a Agência municipal de Energia e a empresa Biosarg assinaram um protocolo de colaboração em Junho de 2008 que define que “por cada sete litros de óleos alimentares usados recolhidos, a autarquia recebe um litro de biodiesel resultante da transformação do óleo em biodiesel”, explica a câmara.
Com a instalação de oleões em vários locais do concelho do Seixal, a recolha permitiu que em Setembro do ano passado tenham começado a circular cinco viaturas municipais movidas a biodiesel B20 (mistura de 80 por cento de gasóleo e 20 por cento de biodiesel).
Além da frota, a câmara também utiliza este combustível no gerador da rede de emergência do edifício dos Serviços Operacionais.
Para o futuro está previsto alargar a utilização do biodiesel a viaturas pesadas e a máquinas de obra. Durante este ano estima-se que sejam consumidos cerca de 60 mil litros de biodiesel.
O projecto recolhe óleos alimentares usados dos vários oleões espalhados na via pública pelo conselho e também de diversas instituições sociais, desportivas e escolares. O objectivo é “sensibilizar a população relativamente ao destino adequado a dar aos óleos alimentares usados, reduzir os problemas de escoamento e tratamento das águas residuais domésticas devido à existência de óleos e gorduras provenientes das descargas nos colectores municipais de óleos alimentares usados, garantir um destino final adequado para os óleos alimentares usados e melhorar o desempenho ambiental do município”, explicam os responsáveis.

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Domingo, 09.08.09

Parece que a nossa escola foi pioneira em vários aspectos

Projecto ensina alunos a poupar energia nas suas escolas 

 
 Um projecto desenvolvido por duas empresas de Coimbra em parceria com congéneres finlandesas pretende ensinar os estudantes portugueses a poupar energia nas escolas já a partir do próximo ano lectivo, disse fonte do promotor nacional.

O EnerEscolas passa pela monitorização da electricidade e gás consumidos em cada estabelecimento de ensino para aquecimento de salas de aula e edifícios administrativos. Depois, os dados são tratados por um programa informático, segmentado por faixas etárias, que permite aos alunos interpretar os resultados e compará-los com os de outras escolas. 

A partir dos dados recolhidos os alunos poderão simular medidas para melhorar consumos e os índices energéticos das suas escolas.

"É um projecto com uma forte componente de eficiência energética. Prevê a integração nos currículos escolares para que os alunos assimilem noções de consumo e poupança de energia, baseadas em dados reais da sua própria escola", disse Basílio Simões, responsável da empresa ISA (Intelligent Sensing Anywhere). 

Os estudantes poderão ainda aprofundar os seus conhecimentos sobre energia na disciplina de Física, aprender o ciclo do carbono e questões ambientais em Geografia, praticar Matemática através de exercícios sobre consumo ou estudar as formas de geração de energias alternativas em Ciências da Natureza, exemplificou. 

"A ideia é os dados recolhidos serem tratados à luz dos conteúdos programáticos das várias disciplinas", frisou Basílio Simões, para quem a eficiência energética "constitui uma oportunidade de ensino". 

O projecto vai arrancar já no próximo ano lectivo, com carácter de experiência-piloto, em três escolas do país. 

"Ainda estamos a seleccionar as escolas", disse Basílio Simões, revelando, no entanto, que uma delas será a secundária Avelar Brotero, em Coimbra, que haverá também um estabelecimento de ensino de Lisboa mas que o terceiro ainda está por definir.

Além da ISA, o projecto EnerEscolas reúne a empresa de base tecnológica Take The Wind e dois parceiros finlandeses, no âmbito do programa europeu Eureka.

 

 Fonte: http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1395011

 

Câmaras têm até 2011 para pôr a funcionar recolha de óleos alimentares usados

Todos os anos as cozinhas portuguesas deitam fora entre 43 mil e 65 mil toneladas de óleos alimentares usados. Algumas autarquias voluntariam-se para atacar o problema. Ontem, pela primeira vez, o Governo decidiu dar uma resposta a nível nacional, assente em redes de recolha municipais. As câmaras têm até 2011 para instalar oleões na via pública.

 

O óleo que sobra das frituras ou que escorremos das latas de atum nada tem de inocente. Longe da vista dos consumidores polui os solos e as águas subterrâneas e superficiais. A maioria vem do sector doméstico (62 por cento) e da hotelaria e restauração e bebidas (37 por cento).

Ontem, o Conselho de Ministros aprovou o regime jurídico para a gestão destes óleos, dando prioridade à reciclagem e promovendo a responsabilização de consumidores, produtores, operadores de distribuição e de gestão.

O Decreto-lei aprovado, mas ainda não publicado em Diário da República, impõe a criação de redes municipais de recolha. Assim, até 31 de Dezembro de 2011, os municípios com mais de 300 mil habitantes devem disponibilizar, pelo menos, 40 pontos de recolha. Em 2015, esse número deverá ser o dobro. Consoante o número de habitantes, o número de oleões varia, até chegar aos municípios com menos de 25 mil habitantes. Estes devem disponibilizar oito pontos de recolha até ao final de 2011 e 12 até ao final de 2015.

A ideia é que o óleo usado recolhido seja reciclado e transformado em biodiesel. De momento esta ideia está a ser posta em prática por pequenos projectos municipais e por pequenas e médias empresas.

Óleos alimentares usados têm destino ambientalmente incorrecto


Actualmente, os destinos que lhe damos não são satisfatórios: ou vão ralo abaixo – e causam o aumento dos custos de tratamento das águas residuais – ou contribuem para a saturação dos aterros. Mas até agora também não há grandes alternativas, com excepção para algumas cidades que se voluntariaram na recolha destes óleos, como Sintra e Barreiro.

De facto, a recolha selectiva ainda é “muito incipiente” no sector doméstico, reconhece o Governo. “É tudo esporádico e pontual, apesar de acharmos que as pessoas estão sensibilizadas”, disse ao PÚBLICO Cármen Lima, da associação ambientalista Quercus.

Esta responsável contou que hoje já existe recolha de óleos em escolas, hipermercados, ecocentros de sistemas municipais. Há até alguns condomínios que se organizaram e pedem directamente a operadores licenciados para lá instalarem um recipiente, de 30 litros que, quando estiver cheio, é recolhido. “Todos os dias recebemos mensagens de pessoas que nos perguntam onde podem entregar os seus óleos”, referiu.

O cenário é melhor para a restauração, por exemplo. Segundo Cármen Lima, entre 70 a 80 por cento dos restaurantes do país já entregam os seus óleos alimentares usados. “Mas isto não significa que todos os operadores sejam licenciados”, alerta.

 

 

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