Quarta-feira, 08.09.10
Quarta-feira, 09.09.09

A mentalidade cristalizada - ou - para trás é que é o caminho (2)

Comerciantes contestam ciclovia da Pasteleira por temerem perda de clientes

Por Marta Maia e Patrícia Carvalho

A nova e contestada ciclovia entre parques no Porto

O executivo da Câmara do Porto aprovou, ontem, com a abstenção da oposição, a construção de uma ciclovia entre o Parque da Pasteleira e o Parque da Cidade. Apesar de só ontem ter sido aprovada, a obra está a decorrer e já é alvo de contestação.

Na Rua de João de Barros, perto do Parque da Pasteleira, os comerciantes já estão a preparar uma carta, "para enviar à câmara dentro de dois dias", na qual pedem "atenção para o comércio tradicional". Sérgio Azevedo, membro e porta-voz do grupo, acredita que o apelo vai ser ouvido porque "o presidente da câmara tem mostrado que gosta do comércio tradicional". "O presidente não deve ter noção do comércio que está aqui, senão nem fazia isto assim", perspectiva Sérgio Azevedo, acrescentando que quando a intervenção começou "ninguém sabia de nada".

A principal queixa dos lojistas é a perda do estacionamento, que, apesar de proibido, se faz junto ao separador central da via. "Mesmo sendo proibido, as pessoas estacionam aqui, mas uma ciclovia intimida mais e as pessoas vão deixar de parar ali o carro", argumenta Sérgio Azevedo, que já prevê a perda de clientes. "Isto vai tornar-se um deserto", lamenta. "Vai passar aqui uma bicicleta a cada cinco dias", atira Sérgio Azevedo, argumentando que "o culto da bicicleta nem existe e a ciclovia não faz sentido".

Apesar de concordar com a construção da ciclovia, o PS absteve-se na votação de ontem na câmara, por discordar do facto de a obra estar a ser feita pela empresa Águas do Porto. O mesmo motivo levou ainda à abstenção da CDU. A justificação do vereador do Ambiente, Álvaro Castello-Branco, de que os trabalhos foram entregues à Águas do Porto por, em alguns troços, envolver a ribeira da Granja, não convence a oposição. "Na Alameda do Fluvial a ribeira está a muitos metros de profundidade", diz Rui Sá.

O vereador criticou ainda o modelo utilizado para a construção da ciclovia, enquanto Palmira Macedo, do PS, não deixou passar em branco o timing utilizado pela câmara para construir esta ligação. "Nós não teríamos deixado a construção da ciclovia para os últimos dias do mandato", ironizou. 

 

(Fonte: http://jornal.publico.clix.pt/noticia/09-09-2009/comerciantes-contestam-ciclovia-da-pasteleira-por-temerem-perda-de-clientes-17755882.htm)

publicado por p3es às 23:29 link do post | comentar | favorito
Quinta-feira, 13.08.09

Para trás é que é o caminho...

Um professor foi multado por andar de bicicleta num passeio do Porto. José Maria Sá está incrédulo. Diz que só tinha preocupações ambientais. Mas com isto desiste. Vai voltar a andar de carro e talvez comprar uma "Vespa".

 

O caso deu-se no passado dia 17 de Julho, pelas 18.20 horas, mas José Maria apenas recebeu a multa no passado dia 4. O professor de Geografia da Escola Secundária Aurélia de Sousa, no Porto, regressava a casa de um passeio de bicicleta. No Largo de Campo Lindo subiu ao passeio, para evitar circular em sentido contrário na Rua Costa e Almeida, a dois minutos da sua residência. Andou poucos segundos na bicicleta até ser confrontado por um agente, que saía de uma viatura, estacionada entre a Casa da Cultura da Junta de Freguesia de Paranhos e a Esquadra da PSP.

 

"Parei para o agente passar. Reconheço que devia ter ignorado o comentário dele de que o passeio era para os peões. Mas fiquei incrédulo e disse-lhe isso mesmo. Ele insistiu e disse que podia ser multado", relata, ao JN, garantindo: "Tenho sempre o máximo de cautela com os peões.

 

O professor argumentou que em vários países europeus fomenta-se o uso de bicicleta, por questões ambientais, e lamentou o facto de no Porto existirem poucas condições para o uso daquele veículo. "Problema seu", terá respondido o agente, acrescentando: "Isso é lá fora. Aqui é Portugal". José Maria acabou multado em 60 euros, segundo o nº 1 do artº 17º do Código da Estrada (ver caixa).

 

Foi em Novembro que o professor trocou o automóvel pela bicicleta, inspirado nas realidades que presenciou em vários países europeus e pelo filme de Al Gore "Uma Verdade Inconveniente". "Comprei uma bicicleta de passeio, holandesa, com todas as condições, porque tem custos zero para o ambiente", sublinha.

 

Mas agora está farto. São diários os casos de mau civismo. E já foi atropelado por um automóvel na Rua da Constituição. A multa foi a gota de água. "Estou cansado e a pensar desistir", diz. José Maria tenciona voltar a usar, assim, o automóvel e talvez comprar uma vespa. "Sei que também é poluente. Mas eu tentei", lamenta.

 

Fonte: http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?distrito=porto&concelho=porto&option=interior&content_id=1333327

publicado por p3es às 14:54 link do post | comentar | favorito

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